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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Podcast que conta a história do terreiro amefricano Ilê Axé Omidewá no RS será lançado neste domingo (23) — Brasil de Fato

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O projeto “Ilê Axè Omidewá – A História de um Terreiro Assentado na Lomba do Pinheiro”, um podcast de 16 episódios que narra a trajetória de um terreiro amefricano situado na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre, será lançado neste domingo (26).

As histórias que compõem os roteiros foram construídas a partir de entrevistas realizadas pela escritora Eliane Marques com a Iyalorixá Bete Omidewá, sacerdotisa do Ilê Asè Omidewá, e com Iyabassê Jussara de Nanã, matriarca da comunidade. A série é uma homenagem à cultura, à memória, à criatividade e à resistência do povo negro.

Com duração média de 30 minutos, os episódios são apresentados por Bete Omidewá e estão repletos de histórias, memórias e reflexões sobre o legado cultural e espiritual do terreiro.

O programa estará disponível no site do projeto, no YouTube e no Spotify. A iniciativa foi realizada com recursos da Lei Complementar nº 195/2022 (Lei Paulo Gustavo) e conta com direção artística de Eliane Marques e direção de produção de Silvia Abreu.

Ancestralidade

A religiosidade de matriz africana tem raízes profundas e fortemente estabelecidas no Rio Grande do Sul, sendo o estado brasileiro com a maior população proporcional declarada seguidora de cultos afro-brasileiros (ORO, 2012). A mesma pesquisa aponta que o número de casas religiosas de matriz africana em Porto Alegre (1.290) é praticamente tão grande quanto o de Salvador (1.296).

Marques observa que cada terreiro tem sua própria história, origem e matriz espiritual. “São raros — e nisso considerado todo o Brasil — aqueles em que as culturas jejê (ewe-fon) não foram totalmente sobrepujadas pelas culturas nagôs. Pelo barro de Nanã, esse é o caso do terreiro Ilê Asè Omidewá, cuja história e trajetória se entrelaçam com a da Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre”.

“Contar a história desse terreiro por meio de um podcast é, portanto, contar a história das famílias negras que lhe deram origem, do matriarcado negro que o sustenta e o faz crescer — e também contar a história de uma Porto Alegre em que, todo dia, renascem no corpo de seus filhos e filhas aqueles orixás que fizeram a travessia atlântica (middle passage) e que sobreviveram por mais de trezentos anos nesses espaços de criação e recriação chamados de Ilê”, complementa a escritora.

Constituído por entrevistas com as matriarcas da egbé (comunidade litúrgica), o projeto conta com a consultoria de um professor de História e de um especialista em estudos africanos e afro-brasileiros.

Para Marques, o podcast é a melhor forma de tornar conhecida a história do Asè da Casa Omidewá. “Queremos contribuir para que o Rio Grande do Sul seja um estado mais plural e democrático e menos racista”, enfatiza.

Diante de tal realidade, não há como negar a importância que essa matriz religiosa e cultural tem para o povo gaúcho”, ressalta. “Conhecer sua história e a riqueza de ideias, práticas e princípios que as orientam torna-se um exercício de enorme valor para um melhor entendimento da cultura deste Estado”, conclui.

Ficha técnica

Coordenação Geral e Direção Artística: Eliane Marques

Direção de Produção, Gestão Financeira e Assessoria de Imprensa: Silvia Mara Abreu

Escrita dos roteiros literários: Eliane Marques

Roteiro original e narração dos podcasts: Elisabete Picoli de Lucena (Iyalorixá Bete Omidewá)

Participação especial: Iyabassê Jussara de Nanã

Pesquisador (Literatura Africana e Afro-Brasileira): Adriano Moraes Migliavacca

Entrevistador e assistente de produção: Abraão Picoli de Lucena

Trilha sonora original: cantigas tradicionais de terreiro e orins de orixás, interpretadas pelos alabês: Marcelo “Mumu” de Oxum (tambor 1, voz), Gabriel de Bará Madunun (tambor 2, voz), Geovana de Oxum (agê, voz), Vitor de Oxum (agê, voz) Yalorixá Bete Omidewá (voz), Abraão de Bará Agelú Apanadá (voz), Silvia Abreu (voz)

Entrevistada: Iyabassê Jussara Picoli Duarte

Intérprete de Libras: Vânia Rosa

Audiodescrição: Jamile Lima

Consultoria em Acessibilidade Atitudinal: Gilma Soares

Designer gráfica, webdesigner e gestora de mídias digitais: Andréia da Silva (Agência Bah)

Fotógrafo: Marcos Pereira “Feijão”

Contadora: Marieri Gazen Braga (Cestacorp)

Gravado e finalizado no Toca do Morro estúdio por Davilexx, com assistência de Vinícius Lummertz.

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Fonte: Brasil de Fato

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