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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se prepara para levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra Jair Bolsonaro (PL) e seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Ambos são acusados de tentar influenciar investigações e de agir para enfraquecer o Estado Democrático de Direito. As informações são da repórter Mônica Bergamo.
A medida ocorre após meses de apuração da Polícia Federal, que já havia apontado a atuação de Eduardo nos Estados Unidos para buscar sanções contra o Brasil e contra ministros do Supremo em agosto. O parlamentar está fora do país desde março, em agenda política, e sua eventual transformação em réu pode comprometer o projeto de disputar a Presidência.
O ex-presidente Jair Bolsonaro também entrou no alvo das autoridades ao ser acusado de enviar R$ 2 milhões ao filho por meio de Pix. O repasse, segundo os investigadores, pode ser enquadrado como forma de financiar os atos de coação atribuídos a Eduardo. O apresentador Paulo Figueiredo, que auxilia o deputado nos EUA, também deve ser denunciado ao STF.
Eduardo Bolsonaro está há meses nos Estados Unidos e deve ser indiciado pela PGR, junto com seu pai, por tentar influenciar investigações e de agir para enfraquecer o Estado Democrático de Direito (Foto: Reprodução)
Ações e defesa de Eduardo Bolsonaro
Na defesa de agosto, Eduardo Bolsonaro classificou como “absolutamente delirante” o crime apontado pela PF e criticou o que chamou de “vazamento vergonhoso” de diálogos com o pai, incluídos no relatório policial.
O episódio acontece em um momento de atrito diplomático. O governo Trump impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, abriu investigação contra o Pix e incluiu Alexandre de Moraes na lista da Lei Magnitsky, bloqueando bens do ministro. Tanto Trump quanto aliados como o senador Marco Rubio afirmam que Bolsonaro sofre uma “caça às bruxas” no Brasil.
A solicitação para investigar o caso partiu do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em maio, quando pediu à PF que apurasse a possível articulação de Eduardo junto ao governo americano para retaliar Moraes, relator de processos que envolvem Jair Bolsonaro no STF.



