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segunda-feira, 27 abril, 2026
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Petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 com tensão geopolítica e impasse diplomático

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O mercado de petróleo começou a semana em forte alta, impulsionado por incertezas no cenário internacional. Nesta segunda-feira (27), os preços da commodity chegaram a subir mais de 3%, rompendo novamente a marca dos US$ 100 por barril. O movimento reflete a frustração dos investidores diante do adiamento nas negociações entre Estados Unidos e Irã, que eram aguardadas para o último fim de semana.

Apesar de o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ter mantido compromissos diplomáticos no sábado (25), a viagem de representantes norte-americanos a Islamabad foi cancelada pelo presidente Donald Trump. A decisão interrompe, ao menos temporariamente, o avanço das tratativas entre Washington e Teerã, aumentando a incerteza sobre um possível desfecho para o conflito no Oriente Médio, que já dura dois meses.

Com isso, o barril do petróleo Brent — referência global — chegou a atingir US$ 102,18 nas primeiras horas do dia, com valorização superior a 3%. Ao longo da manhã, os preços permaneceram elevados, mantendo ganhos próximos de 3%. Já os contratos com vencimento mais próximo chegaram a superar US$ 108.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI também acompanhou o movimento de alta, alcançando US$ 97,48, com avanço acima de 3% no dia. A valorização reforça o clima de tensão no mercado energético, que já vinha acumulando ganhos expressivos: apenas na última semana, o Brent subiu mais de 16%.

Petróleo já acumula alta de quase 40%

Desde o fim de fevereiro, antes do início do conflito, o preço do petróleo já acumula uma alta próxima de 40%. Um dos principais fatores por trás desse avanço é o fechamento do Estreito de Hormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás natural.

Além das questões geopolíticas, o cenário ganha ainda mais relevância diante de decisões importantes de política monetária previstas para esta semana. Tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central do Brasil devem anunciar suas novas taxas de juros, em meio à pressão inflacionária causada pela alta dos combustíveis.

O tom duro adotado por Trump também contribuiu para elevar a tensão. Em declarações recentes, o presidente classificou as negociações como improdutivas e reiterou que qualquer acordo depende do compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares.

Diante desse contexto, o mercado segue atento aos desdobramentos diplomáticos e aos impactos econômicos globais, especialmente no que diz respeito à inflação e ao crescimento.





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