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terça-feira, 3 março, 2026
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Petrobras dispara com a alta do petróleo e salva Ibovespa

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O começo desta segunda-feira (2) prenunciava um início de semana difícil para as bolsas globais, como consequência do aumento da tensão no Oriente Médio. Mas, ao menos por ora, o desastre para os mercados de ações não foi tão desastroso, embora não se possa dizer o mesmo das dezenas de vítimas dessa insanidade iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu assecla de Israel, Benjamin Netanyahu, contra o Irã.

O Ibovespa começou o dia em tom pessimista, mas a situação foi se revertendo com o passar das horas. E, graças à Petrobras, uma das empresas de maior peso no principal indicador da Bolsa brasileira, o IBOV fechou o pregão com alta de 0,28%, aos 189.307,02 pontos, um ganho de 520,04 pontos.

As ações da Petrobras (PETR3; PETR4) avançaram mais de 4,5% embaladas pela disparada do petróleo, que subiu mais de 6%. Outras petroleiras como Prio (PRIO3), Petroreconcavo (RECV3) e Brava Energia (BRAV3) foram no embalo. Por outro lado, a Vale (VALE3) caiu 0,35% e os bancos, que também têm peso no íkndice, fecharam mistos.

O dólar, por sua vez, subiu a R$ 5,166, alta de 0,62%; e os DIs subiram por toda a curva.

Isso posto, a conta do aumento da tensão em um dos principais produtores de petróleo do mundo ainda pode chegar globalmente, e o Irã tem as suas armas para jogar o jogo de Trump. Nesta segunda, a Guarda Revolucionária iraniana declarou que o Estreito de Ormuz, principal rota de escoamento do petróleo extraído dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), está fechado e que o Irã incendiará qualquer navio que tente passar por lá.

A medida é uma resposta ao assassinato do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque israelense, e ameaça interromper um quinto do fluxo global de petróleo e elevar drasticamente os preços do petróleo bruto.

Conforme explicou a economista e apresentadora do ICL Mercado e Investimentos, Deborah Magagna, um aumento de petróleo pode afetar toda uma cadeia de suprimentos, elevando o risco de aumento de inflação, não só no Brasil, mas globalmente.

“Se a gente tivesse a política de precificação [dos combustíveis] de antes, em que os choques [do petróleo] eram passados automaticamente, a situação seria pior”, observou, sobre a mudança na política de preços da Petrobras. “Combustíveis mais caros trazem efeito em cadeia — diesel mais caro, fretes mais caros, produtos mais caros no supermercado.”

Como ninguêm tem bola de cristal e tudo se pode esperar da cabeça de Donald Trump, só resta acompanhar o desenrolar dos acontecimentos e torcer para que que as lideranças mundiais brinquem de adultos.

Mercado externo

Assim como o Ibovespa, Wall Street também começou o dia em baixa, mas as coisas foram se ajustando. No fim do dia, fecharam majoritariamente em alta.

O Dow Jones caiu 0,15%, aos 48.904,78 pontos; o S&P 500 subiu 0,04%, aos 6.881,62 pontos; assim como o Nasdaq, que avançou 0,36%, aos 22.748,86 pontos.

 





ICL Notícias

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