A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para 35%, segundo nova pesquisa Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (19). O índice se aproxima do pior nível registrado desde o retorno do republicano à Casa Branca, em janeiro de 2025.
O levantamento aponta uma queda de um ponto percentual em relação à pesquisa anterior, realizada no começo do mês. O menor patamar de aprovação do atual mandato havia sido registrado em abril, quando Trump marcou 34%. Na posse, o presidente tinha 47% de aprovação.
A perda de apoio ocorre em meio ao aumento da insatisfação com o custo de vida e com a condução do conflito envolvendo o Irã. O cenário foi agravado pela alta dos combustíveis nos Estados Unidos após os ataques ordenados por Trump contra alvos iranianos em fevereiro, em ação coordenada com Israel.
A escalada militar afetou o comércio global de petróleo e provocou aumento de cerca de 50% no preço da gasolina para os consumidores americanos. O impacto econômico gerou preocupação dentro do Partido Republicano, que tenta preservar maioria no Congresso nas eleições legislativas de novembro.
Segundo a pesquisa Reuters/Ipsos, a desaprovação entre republicanos também cresceu. Hoje, 21% dos eleitores do partido afirmam reprovar a atuação de Trump, ante 5% registrados no início do mandato. Já a aprovação entre republicanos caiu para 79%, abaixo dos 91% observados no começo do governo.
O principal desgaste aparece justamente na pauta econômica, uma das principais promessas da campanha republicana em 2024. Apenas 47% dos republicanos aprovam a gestão de Trump sobre o custo de vida, enquanto 46% demonstram insatisfação.
Entre a população em geral, somente um em cada cinco entrevistados aprovam a condução da economia pelo presidente.
A pesquisa ouviu 1.271 adultos em todo o país e possui margem de erro de três pontos percentuais para o público geral e de cinco pontos entre republicanos.
Apesar da queda geral na popularidade, a política de imigração segue como um dos temas de maior apoio dentro da base republicana. Segundo o levantamento, 82% dos eleitores do partido aprovam a atuação do presidente nessa área.
Trump também mantém discurso de evitar “guerras sem fim”, em referência às intervenções militares dos Estados Unidos no Iraque e no Afeganistão. O presidente afirma que a ofensiva contra o Irã foi bem-sucedida e cita ataques que resultaram na morte de integrantes da cúpula iraniana.
Mesmo após o cessar-fogo firmado em abril, o Irã continua restringindo a passagem de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica responsável por cerca de 20% do comércio mundial de petróleo antes do conflito.
De acordo com a Reuters/Ipsos, 62% dos republicanos aprovam a forma como Trump conduz a crise com o Irã, enquanto 28% desaprovam. Entre democratas e independentes, a rejeição é significativamente maior. Apenas um em cada quatro americanos considera que a ação militar dos Estados Unidos contra o Irã valeu a pena.



