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quinta-feira, 12 fevereiro, 2026
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Parlamentares das Américas articulam carta em defesa da Venezuela após ataque dos EUA

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Deputados e senadores de países das Américas e de outras regiões do mundo iniciaram uma mobilização internacional em apoio ao povo venezuelano e à soberania da Venezuela, após os ataques militares realizados pelos Estados Unidos e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.

A iniciativa foi apresentada pela socióloga e senadora colombiana Gloria Flores, presidente do partido Colombia Humana, durante uma reunião on-line realizada na manhã deste domingo (04). O encontro, convocado de forma emergencial em resposta aos acontecimentos na Venezuela, reuniu cerca de 3 mil participantes, ultrapassando o limite da plataforma Zoom e sendo transmitido também pelo YouTube.

A proposta de uma carta pública foi imediatamente aceita pelos participantes. O objetivo é apresentar o documento nesta segunda-feira (5), durante a reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, marcada para as 9h (horário de Nova York). A carta exige o respeito à soberania venezuelana, ao direito internacional e à paz regional, além de condenar os bombardeios ocorridos na madrugada de 3 de janeiro.

No Brasil, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG) participou da reunião e encaminhou o documento a parlamentares do Congresso Nacional. Segundo ele, a mobilização internacional não se trata de defender um governo específico, mas de preservar princípios fundamentais. “Espero que a solidariedade mundial, que já começou, seja intensa, porque não se trata de defender o governo da Venezuela, e sim a soberania do país”, afirmou.

Correia também cobrou um posicionamento institucional dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, defendendo que as instituições democráticas brasileiras repudiem formalmente o ataque e o sequestro do chefe de Estado venezuelano. Enquanto a direção nacional do PT e do MDB divulgaram notas de repúdio à ação dos Estados Unidos, parlamentares da extrema direita utilizaram as redes sociais para apoiar a ofensiva militar.

Manifestações em defesa da soberania da Venezuela foram convocadas para esta segunda-feira pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e pela Frente Brasil Popular. Em Belo Horizonte, o ato com o lema “Fora Trump, Venezuela se respeita!” está marcado para as 17h, na Praça Sete.

Conteúdo da declaração internacional

Na declaração pública, parlamentares da América Latina, do Caribe e de outras regiões condenam de forma enfática os bombardeios contra o território venezuelano, destacando os impactos sobre a população civil e classificando o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa como uma agressão direta à soberania, à integridade territorial e à independência política de um Estado-membro da ONU.

O documento afirma que os ataques configuram uma grave violação do direito internacional, do direito internacional humanitário e dos princípios estabelecidos na Carta das Nações Unidas, citando explicitamente o artigo 2º, parágrafo 4º, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado.

Os signatários exigem que os Estados Unidos cessem imediatamente qualquer ação armada contra a Venezuela, respeitem a soberania do país e libertem Nicolás Maduro e Cilia Flores. A carta também apoia as posições de governos como os da Colômbia, Chile, Brasil, México e Cuba, que rejeitaram a agressão e alertaram para o risco de escalada do conflito, com consequências imprevisíveis para a região e o mundo.

Por fim, os parlamentares fazem um apelo urgente à comunidade internacional para que sejam acionados mecanismos diplomáticos e jurídicos em defesa da paz, reafirmando que os conflitos internos devem ser resolvidos pelos próprios povos, por meio do diálogo, da participação democrática e do respeito à autodeterminação.



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