O papa Leão XIV minimizou a disputa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O pontífice afirmou, neste sábado (18), que as reportagens sobre os comentários que ele fez até agora durante sua viagem à África “não foram precisas em todos os aspectos”.
O papa disse que os comentários que fez dois dias antes em Camarões, denunciando que o mundo estava sendo “devastado por um punhado de tiranos”, não eram dirigidos a Trump.
O discurso, segundo o pontífice, foi preparado duas semanas antes, “muito antes de o presidente sequer comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”.
“No entanto, aconteceu que pareceu que eu estava tentando debater, mais uma vez, com o presidente, o que não me interessa de forma alguma”, acrescentou.
A viagem pelos quatro países africanos tem como objetivo instar os líderes mundiais a atenderem às necessidades do continente. Mais de 20% dos católicos do mundo vivem na África, segundo estatísticas do Vaticano.
Trump e papa Leão XIV
O primeiro papa nascido nos Estados Unidos tornou-se alvo de críticas do presidente americano Donald Trump em uma série de publicações feitas no domingo (12), provocando reação negativa entre fiéis católicos.

Nas mensagens, o presidente classificou o pontífice como “fraco no combate ao crime” e “péssimo em política externa”. Ele também mencionou a pandemia de Covid-19, acusando a Igreja Católica e outras instituições cristãs de terem restringido a atuação de líderes religiosos, inclusive em celebrações realizadas ao ar livre com distanciamento social, em apresentar evidências ou detalhar os casos citados.
Em resposta, o papa declarou à agência Reuters que continuará se posicionando contra conflitos armados e afirmou não ter interesse em entrar em confronto direto com o líder americano.



