Países do Oriente Médio registraram nesta terça-feira (7) uma nova série de ataques atribuídos ao Irã, segundo informações do G1. Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter sido alvo de mísseis e drones lançados a partir de Teerã poucas horas antes do fim do prazo estipulado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã firmasse um acordo favorável a Washington.
No Iraque, instalações americanas localizadas nas proximidades do aeroporto de Bagdá também teriam sido atingidas. Imagens mostram chamas no local.
De acordo com a agência Reuters, explosões foram ouvidas em Doha, capital do Catar. O governo do país informou que conseguiu interceptar os mísseis, mas quatro pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança, por causa de destroços.
No Bahrein, o Ministério do Interior anunciou que sirenes de alerta foram acionadas em todo o território e orientou a população a manter a calma e buscar abrigo em locais seguros.
Os Emirados Árabes Unidos também ativaram sistemas de alerta e declararam estar respondendo a ameaças envolvendo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones.
Mais cedo, veículos estatais iranianos divulgaram um alerta direcionado a moradores e a pessoas que transitam por pontes e estradas na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein. Segundo o comunicado, essas áreas passariam a ser consideradas zonas militares a partir das 23h no horário de Teerã (16h30 em Brasília).
No Kuwait, as autoridades decretaram toque de recolher em todo o país, recomendando que a população deixe suas casas apenas em casos de extrema necessidade.
Nos últimos dias, o Irã também intensificou ataques com mísseis contra Israel. Teerã, por sua vez, foi alvo de uma ofensiva israelense que resultou na morte do chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária.

Escalada da guerra
O representante do Irã na ONU, Amir-Saeid Iravani, afirmou que o país não ficará inerte diante do que classificou como ameaças de “crimes de guerra” por parte dos Estados Unidos.
Ele criticou declarações de Donald Trump, que disse que “toda uma civilização morrerá” caso o Irã não aceite um acordo, e afirmou que a fala configura incitação a crimes de guerra e potencialmente a genocídio.
Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o Estreito de Ormuz, Iravani pediu que a comunidade internacional condene esse tipo de retórica.
“O Irã não ficará de braços cruzados diante de crimes de guerra tão graves. Exercerá, sem hesitação, seu direito inerente de autodefesa e tomará medidas recíprocas imediatas e proporcionais”, declarou.
Mais cedo, Trump reiterou a ameaça em uma publicação na rede Truth Social, feita poucas horas antes do prazo final estabelecido por ele para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.



