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Deputados do Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv) se reuniram nesta sexta-feira (17) na Embaixada da Venezuela, em Brasília, com militantes brasileiros, para debater a atual situação da Venezuela diante das últimas ofensivas do governo dos Estados Unidos no país.
No evento organizado pelo Comitê Anti-imperialista General Abreu e Lima e pelo coletivo Internacional Antifascista – Capítulo Brasil, os deputados Raúl Campos e Demetrio Brizuela detalharam como a população venezuelana está se organizando para derrotar a “manobra imperialista”.
“Na Venezuela estamos vivendo uma agressão sem precedentes do imperialismo norte-americano que está desesperado. Está desesperado porque todas as tentativas de derrotar o governo bolivariano falharam. Neste momento, o povo goza de plena tranquilidade e paz. Se dedica ao estudo, ao trabalho e a preparar as festas natalinas, mas também estamos nos preparando para a defesa do território”, declarou Campos.
Segundo o deputado, os venezuelanos estão se armando para um possível ataque. “Se os gringos querem conquistar a Venezuela, vão ter que lutar de rua em rua, de casa em casa, de território a território, porque nós não vamos deixar a coisa fácil.”
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou as ações militares nos arredores do país venezuelano. Barcos no mar do Caribe foram atacados e Trump deu aval para que a CIA realizasse ações secretas na Venezuela.
Defesa da soberania
Ana Moraes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) afirmou que atualmente a Venezuela é o espelho da defesa mais explícita do continente na luta anti-imperialista.
“Quando a Venezuela aprovou o quinto poder, o poder popular, transformou isso em uma grande referência para América Latina. A soberania só será exercida na sua plenitude se ela for conquistada pelos povos. E a Venezuela decide esse exemplo”, alega.
Há cerca de 10 mil militares estadunidenses na região, a maioria em bases em Porto Rico, além de oito navios de guerra e um submarino no Caribe. A estratégia do governo Trump para a Venezuela, desenvolvida pelo Secretário de Estado Marco Rubio, com a ajuda de John Ratcliffe, diretor da CIA, visa tirar Maduro do poder. Os EUA prometeram uma recompensa de US$ 50 milhões (R$ 273 milhões) por informações que levem à captura do presidente venezuelano.
Na quarta-feira (15), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro ordenou exercícios militares nas maiores comunidades do país, em resposta ao envio de navios dos Estados Unidos ao Caribe, que seu governo denuncia como uma ameaça à paz regional.
Maria Antônia, integrante do Comitê Abreu e Lima, acredita na importância da luta popular para a defesa da soberania do território venezuelano. “A Venezuela está preparada para a defesa do ataque do imperialismo. Estão com a população mobilizada para defender a paz, não para fazer guerra. É de suma importância a unidade do povo. Isso é um recado muito importante que eles [deputados] trouxeram para nós”, argumenta.
Washington mantém desde agosto uma operação “antidrogas” com vários navios de guerra em águas internacionais do Caribe, perto da costa venezuelana, e efetuou vários ataques contra pequenas embarcações de supostos “narcoterroristas”, com um balanço de 27 mortos.
Para o ativista Thiago Ávila, que integrou a Flotilha Global Sumud em solidariedade à Palestina, também participou da reunião e destacou que o imperialismo precisa ser enfrentado. “O Imperialismo em qualquer lugar, seja na Palestina, Venezuela, Brasil, Colômbia, Cuba, Burkina Faso, ou em qualquer outra parte, a tarefa fundamental de revolucionários do mundo hoje é enfrentar esse grande inimigo que produz genocídios, ecocídios e destruição de todas as formas”, ressaltou.
Maduro atribuiu as acusações a um plano para buscar uma “mudança de regime” na Venezuela e assumir o controle das amplas reservas de petróleo do país. A mobilização militar dos EUA é considerada por Caracas como uma “ameaça” e, em resposta, Maduro ordenou exercícios com milhares de militares no país.
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Fonte: Brasil de Fato



