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quarta-feira, 18 fevereiro, 2026
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Oposição tenta ressuscitar pauta da anistia e incomoda líderes da Câmara

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Por Cleber Lourenço

A prisão de Jair Bolsonaro por violar medidas cautelares reacendeu movimentos na oposição para tentar desenterrar a pauta da anistia, enterrada no mês passado após forte desgaste político. A iniciativa, porém, provocou incômodo imediato entre líderes da Câmara dos Deputados, que avaliam a articulação como potencialmente danosa à imagem da Casa.

Membros da articulação política do Palácio do Planalto afirmam que líderes do Centro e de partidos mais pragmáticos consideram o movimento inadequado e arriscado, sobretudo num momento em que a Câmara tenta se afastar de crises sucessivas — como a repercussão negativa da PEC da bandidagem e o desgaste gerado pela construção atabalhoada do PL Antifacção, desfigurado pelo relator Guilherme Derrite.

Segundo uma fonte próxima ao presidente da Câmara, Hugo Motta, não há qualquer interesse do próprio comando da Casa em reabrir a discussão. A avaliação interna é de que retomar o tema agora reacenderia tensões desnecessárias e poderia atrapalhar a tramitação de pautas consideradas prioritárias.

Bolsonaro, oposição
Jair Bolsonaro. Foto: Sergio Lima/AFP

Lideranças rejeitam reabertura do debate

Líderes do Centro reforçam que não pretendem embarcar na tentativa da oposição. Interlocutores próximos a Hugo Motta, cotado para presidir a Câmara na próxima legislatura, afirmam que há consenso de que mexer no tema agora apenas ampliaria o desgaste institucional.

O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer, aliado de Motta, sintetizou a posição ao afirmar: “Momento inadequado para essa discussão. É preciso entender que a Câmara precisa ficar fora dessas pautas de ocasião e focar nas que importam à sociedade”.

Para esses grupos, o foco deve permanecer no Marco do Combate ao Crime Organizado, que hoje reúne apoio mais amplo e é visto como uma alternativa menos tóxica para o Parlamento.

A movimentação da oposição é tratada por parlamentares como um gesto performático, motivado mais pela prisão de Bolsonaro do que por qualquer expectativa real de avanço da matéria. A leitura é de que setores mais ideológicos aproveitaram o momento para testar o ambiente político, mesmo sabendo que não há sustentação nem entre aliados tradicionais.

A cúpula da Câmara monitora com cautela esses movimentos, mas a ordem interna segue sendo evitar crises adicionais e impedir que pautas já enterradas politicamente voltem ao centro do debate. A orientação é manter estabilidade após semanas de turbulências geradas pela própria Casa.



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