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Na última sexta-feira (10), 500 agentes da polícias Civil e Militar realizaram uma megaoperação em 15 comunidades da cidade do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV). A operação deixou sete mortos e levou a prisão de 19 pessoas. De acordo com informe da Polícia Civil, a ‘Operação Contenção’ teve como objetivo de desarticular a estrutura financeira, logística e operacional do grupo armado.
Para o professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) Daniel Hirata essa atuação não deve ser puramente repressiva. “Não deveriam acontecer tantas mortes assim em um dia de operações e, portanto, a atuação das forças policiais deveria ser repensada. As operações são o final de um processo de investigação e, quando realizadas, precisam minimizar os seus impactos de letalidade e também os impactos que sempre ocorrem do ponto de vista do provimento de serviços, por exemplo, de educação e de saúde”, disse o pesquisador ao Brasil de Fato.
O CV é o maior grupo armado com atuação no Estado e Hirata, um dos coordenadores do Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos (Geni/UFF), explica que essa ascensão ocorreu principalmente após a morte de Wellington da Silva Braga, o Ecko, em 2021. Ele era responsável por comandar a maior milícia do Estado até então, o Bonde do Ecko. “O Comando Vermelho vem atuando de forma a colonizar certas áreas sob controle de outros grupos armados, milícias, Terceiro Comando Puro, de modo que é, sim, importante uma atuação nessa direção”.
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No entanto, ele acrescenta que a atuação do Comando Vermelho, assim como outros grupos armados, se dá principalmente pelo controle territorial e esse domínio não é afetado por estas operações. Para que isso ocorra é preciso “atuar de forma regulatória nos mercados de atuação desses grupos”. Isso significa a garantia do acesso à terra, à moradia, ao transporte público e passa também pelo mercados “propriamente ilegais de armas e drogas”. “[Dessa forma] seria muito mais difícil para esses grupos atuarem e fazerem dessas bases econômicas a alavanca de sustentação para o controle territorial armado, para a cooptação de agentes de Estado e para o desenvolvimento das suas atividades criminais”, acresenta.
Tanto o governador, quanto o secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, comemoraram a operação. Castro declarou que outras operações como estas virão. “Essa ação é resultado do trabalho integrado das polícias Civil e Militar e suas equipes de inteligência, que têm atuado de forma estratégica para enfrentar o crime. Outras operações como essa virão”, disse. Entre as apreensões estão 10 fuzis, oito pistolas, duas granadas, além de drogas que não foram contabilizadas. A Polícia Civil afirma ainda que, no total, foram bloqueados R$ 6 bilhões da organização criminosa.
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Fonte: Brasil de Fato



