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sexta-feira, 28 agosto, 2026
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Operação prende grupo que monitorava polícia no Amazonas

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Uma operação da Polícia Civil do Amazonas prendeu seis pessoas nesta quinta-feira (27) por suspeita de integrar uma célula criminosa que monitorava a polícia no Amazonas. Segundo as investigações, o grupo acompanhava embarcações policiais e repassava alertas para facilitar o transporte de drogas até Manaus.

Batizada de Operação Visão Noturna, a ação foi coordenada pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO). Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, além das prisões realizadas durante a operação.

A investigação aponta que os suspeitos atuavam como uma espécie de rede de vigilância para antecipar a movimentação das forças de segurança nos rios do estado.

Como o grupo monitorava a movimentação policial

De acordo com o DRCO, os investigados observavam principalmente barcos das polícias Civil e Militar. A vigilância ocorria em pontos estratégicos da região metropolitana de Manaus.

Entre os locais citados estão a orla da capital, o Furo do Paracuúba e áreas de Iranduba e Manacapuru. Os suspeitos acompanhavam a saída das embarcações, seus possíveis destinos e a movimentação das equipes.

Depois, os integrantes compartilhavam as informações por aplicativos de mensagens. Assim, segundo a polícia, os traficantes recebiam avisos sobre possíveis fiscalizações.

Com esses alertas, os responsáveis pelos carregamentos conseguiam modificar trajetos e tentar evitar abordagens. A investigação também aponta que a célula oferecia suporte logístico ao transporte de entorpecentes para a capital.

Investigação começou após apreensão de 4,5 toneladas

A apuração começou em fevereiro, depois que aproximadamente 4,5 toneladas de drogas foram encontradas em uma balsa na região de Iranduba.

A partir dessa apreensão, os investigadores buscaram identificar a estrutura responsável pelo transporte dos entorpecentes. As diligências levaram à descoberta da célula que acompanhava as operações policiais.

Segundo a investigação, alguns integrantes recebiam orientações de membros da organização criminosa que estão foragidos em outros estados.

Armas e equipamentos foram apreendidos

Durante a operação, os policiais apreenderam seis armas de fogo, munições, celulares, drones, uma antena de internet via satélite e um pequeno bote. Entre as armas estão dois fuzis calibre 5.56, duas armas calibre 12, uma pistola e um revólver.

Segundo o DRCO, o armamento pode ter sido utilizado para dar suporte às atividades criminosas e proteger carregamentos de drogas.

A polícia também investiga se alguma das armas foi utilizada em ações contra agentes de segurança.

A operação contou com equipes especializadas da Polícia Civil e apoio da Polícia Militar. Participaram da ação unidades como o Bope, Denarc, DERFD, Delegacia Fluvial e Core-AM.

Polícia busca outros integrantes

Os seis presos permanecem à disposição da Justiça. Além disso, a investigação continua para identificar outros possíveis integrantes da estrutura.

A polícia também pretende esclarecer o papel de cada suspeito no monitoramento das forças de segurança e no suporte ao transporte de drogas.

Até o momento, as informações divulgadas pelas autoridades tratam os envolvidos como investigados. Portanto, a responsabilidade individual de cada um deverá ser definida no decorrer da investigação e dos procedimentos judiciais.

O caso revela ainda uma estratégia de atuação criminosa baseada no acompanhamento das forças de segurança. No Amazonas, onde grande parte do deslocamento ocorre pelos rios, esse tipo de monitoramento pode interferir diretamente nas ações de fiscalização e combate ao tráfico.

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