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sábado, 5 abril, 2025
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ONU pede união global para ajudar afetados pelo terremoto em Mianmar

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As Nações Unidas pediram neste sábado (5) que o mundo se una em apoio ao terremoto de Mianmar. O número de mortos na pior tragédia do país subiu para 3.354. Mais de 4.800 pessoas ficaram feridas e outras 220 seguem desaparecidas, segundo a imprensa do país.

O chefe de ajuda da ONU, Tom Fletcher, apelou por apoio internacional visitou a cidade mais afetada pelo terremoto, Mandalay.

“A destruição é impressionante. Vidas perdidas. Casas destruídas. Meios de subsistência destruídos. Mas a resiliência é incrível”, afirmou em um post no X. “O mundo deve se unir em apoio ao povo de Mianmar.”

Países vizinhos como China, Índia e outras nações do Sudeste Asiático enviaram suprimentos de socorro e equipes de resgate para ajudar nos esforços de recuperação em áreas atingidas pelo tremor, que abrigam cerca de 28 milhões de pessoas.

Os Estados Unidos, que até recentemente eram o maior doador humanitário do mundo, prometeram pelo menos US$ 9 milhões a Mianmar para apoiar comunidades afetadas pelo terremoto.

Três funcionários da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional, que viajaram para Mianmar após o terremoto, foram informados de que seriam dispensados, contou à Reuters Marcia Wong, ex-autoridade sênior da USAID.

“Esta equipe está trabalhando muito duro, focada em levar ajuda humanitária aos necessitados. Receber notícias sobre demissão iminente… Como isso pode não ser desmoralizante?”, disse Wong.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse na sexta-feira (4) que a junta militar que governa Mianmar está restringindo o fornecimento de ajuda para áreas atingidas pelo terremoto, onde as comunidades não apoiavam seu governo.

O escritório da ONU também disse que investiga 53 ataques relatados pelos militares contra oponentes, incluindo ataques aéreos, dos quais 16 foram após o cessar-fogo ter sido declarado na quarta-feira.

Um porta-voz da junta militar não respondeu às ligações pedindo comentários.

O grupo de ajuda, Free Burma Rangers, disse à Reuters que os militares lançaram bombas nos estados de Karenni e Shan do sul na quinta e sexta-feira, apesar do anúncio de cessar-fogo, matando pelo menos cinco pessoas.

As vítimas incluíam civis, de acordo com o fundador do grupo, David Eubank, que disse que houve pelo menos sete ataques militares desse tipo desde o cessar-fogo.

Pessoas buscam ajuda em Sagaing, Mianmar. 31/3/2025 • Reprodução/REUTERS/Stringer

Planos eleitorais em Mianmar

O líder do governo militar, o general Min Aung Hlaing, reafirmou ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, os planos da junta militar de realizar eleições “livres e justas” em dezembro. O comentário foi feito durante uma reunião entre os dois em Bangkok, informou a mídia estatal de Mianmar neste sábado (5).

Min Aung Hlaing fez a rara viagem para participar de uma cúpula de nações do Sul e Sudeste Asiático na sexta-feira (3), onde também se encontrou separadamente com os líderes da Tailândia, Nepal, Butão e Sri Lanka.

Modi pediu que o cessar-fogo pós-terremoto na guerra civil de Mianmar se tornasse permanente e disse que as eleições precisavam ser “inclusivas e confiáveis”, segundo um porta-voz de relações exteriores da Índia na sexta-feira.

Os críticos ridicularizaram a eleição planejada e chamaram a votação de farsa para manter os generais no poder.

Desde o golpe em 2021, que derrubou um governo eleito democraticamente, os militares têm lutado para administrar Mianmar. A economia e os serviços básicos, incluindo assistência médica, estão em frangalhos, uma situação que piorou com o terremoto.



Fonte: CNN Brasil

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