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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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OMS dispensa restrições de viagem à Índia após casos de vírus Nipah

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta sexta-feira (30), que não recomenda restrições a viagens ou comércio à Índia após as confirmações de casos do vírus Nipah. O órgão aponta que há baixo risco de propagação do vírus mesmo com o país tendo anunciado dois casos confirmados.

A OMS classifica o vírus como prioritário devido à sua capacidade de desencadear uma epidemia. Não há vacina para prevenir a infecção e nenhum remédio para curá-la. Não há registros da doença no Brasil nem em outros países da América Latina.

A preocupação maior com relação ao vírus fica restrita à Índia e a países vizinhos, que têm o hospedeiro principal do vírus, um tipo de morcego. A Índia tem cerca de 110 pessoas em quarentena em meio a um novo surto do Nipah. O isolamento aconteceu depois que dois profissionais de saúde foram tratados no início de janeiro após contraírem o vírus.

Vírus Nipah

A OMS classifica o Nipah como uma doença zoonótica, que é transmitida de animais como porcos e morcegos frugívoros para seres humanos. O vírus também pode ser transmitido por meio de alimentos contaminados e por contato com uma pessoa infectada.

Ao entrar no corpo humano, o vírus afeta o sistema respiratório e o sistema nervoso central. Os sintomas são semelhantes à gripe (febre, dor de cabeça, dor muscular, fadiga e tontura), além de dificuldades respiratórias e encefalite (inflamação do cérebro que resulta em sintomas como confusão, desorientação, sonolência e problemas neurológicos como convulsões).

OMS aponta baixo risco de propagação e dispensa restrições de viagem à Índia após casos de Nipah
OMS aponta baixo risco de propagação e dispensa restrições de viagem à Índia após casos de Nipah

Quando o vírus progride rapidamente, há risco de coma e morte. Nos casos mais graves, sobreviventes podem experimentar efeitos neurológicos de longo prazo.

A infecção pode ser diagnosticada com base no histórico clínico durante a fase aguda e de convalescença da doença. Os principais testes utilizados incluem a reação em cadeia da polimerase em tempo real (RT-PCR) em fluidos corporais e a detecção de anticorpos por ensaio imunoenzimático (ELISA). Outros testes utilizados incluem o ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) e o isolamento do vírus por cultura de células.

A taxa de mortalidade entre aqueles que contraem o vírus é alta – chega a 70%. Isso acontece porque não há remédio que possa combater a infecção.



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