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terça-feira, 10 março, 2026
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Ofensiva de Israel matou 84 crianças no Líbano, 20% das vítimas

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A ofensiva de Israel sobre o Líbano matou 84 crianças até o dia 9 de março, além de mais de 250 feridos entre os menores de idade. Os dados foram apresentados nesta terça-feira pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Numa coletiva de imprensa em Genebra, a entidade apontou que, até agora, a guerra fez 486 mortos no Líbano.

O governo de Benjamin Netanyahu alega que está visando a infraestrutura do Hezbollah no Líbano, depois que o grupo aliado ao Irã passou a atacar cidades no norte do território de Israel.

Na avaliação da OMS, a realidade é que 20% das mortes ocorreram com crianças. Além dos menores, 44 mulheres morreram até agora no Líbano. A entidade estima que a natureza da guerra, com ataques em centros urbanos e com alta densidade populacional, seria a explicação para o elevado número de vítimas civis. Além dos 486 mortos, o Líbano registra 1,3 mil feridos, em uma semana de guerra.

O número de deslocados no Líbano também saltou de forma intensa nos últimos dias.

“Faz pouco mais de uma semana desde o início da nova escalada do conflito, em 2 de março, quando os alertas de evacuação israelenses para moradores de mais de 53 vilarejos e áreas densamente povoadas no Líbano, juntamente com a intensificação dos ataques aéreos, forçaram famílias em todo o país a fugir em questão de minutos. Vidas foram drasticamente afetadas”, disse a representante do Alto Comissariado da ONU para Refugiados no Líbano, Karolina Lindholm Billing.

“Segundo as autoridades, até hoje, mais de 667 mil pessoas no Líbano se registraram na plataforma online do governo para deslocados – um aumento de mais de 100 mil em apenas um dia – e os números continuam a subir”, disse.

Segundo ela, cerca de 120 mil dos deslocados estão abrigados em locais coletivos designados pelo governo, enquanto muitos outros estão com parentes ou amigos, ou ainda procuram acomodação.

“Muitos – frequentemente deslocados pela segunda vez desde o início das hostilidades em 2024 – fugiram às pressas, praticamente sem nada, buscando segurança em Beirute, no Monte Líbano, nos distritos do norte e em partes do Vale do Bekaa”, disse.

“Durante uma visita ontem a um abrigo em Beirute, conheci uma senhora de 90 anos que perdeu 11 membros da família nos atentados de 2024. Ela agora está novamente deslocada, hospedada na mesma escola que foi transformada em abrigo. Histórias como a dela ilustram o medo, a incerteza e o trauma repetido que as famílias enfrentam”, lamentou.

A ONU também registra fluxos de refugiados para a Síria. “Mais de 78.000 sírios entraram no país vindos do Líbano desde o início da escalada do conflito, além de mais de 7.700 libaneses”, disse a porta-voz.

 





ICL Notícias

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