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A decretação da liquidação extrajudicial da Reag Investimentos pelo Banco Central (BC), nesta quinta-feira (15), interrompeu de forma imediata todas as operações conduzidas pela gestora. Para os investidores, o principal efeito prático é a paralisação das movimentações: aplicações e resgates estão suspensos enquanto o regulador avalia a situação dos fundos administrados pela empresa.
Embora a medida atinja a instituição, os fundos de investimento não foram automaticamente encerrados. Eles continuam existindo, mas deixam de ser administrados pela Reag.
A Reag era responsável pela gestão e administração de mais de 80 fundos de investimento. Com a liquidação da empresa, essas carteiras precisam indicar uma nova administradora para retomar o funcionamento normal.
Segundo especialistas, cabe agora aos gestores dos fundos ou aos próprios cotistas apresentar ao Banco Central o nome de uma instituição que aceite assumir essa função.
E se ninguém assumir os fundos?
Caso nenhuma nova administradora se disponha a assumir os fundos até então sob responsabilidade da Reag, o Banco Central poderá decretar a liquidação desses veículos de investimento.
Nesse cenário, os cotistas receberão o valor correspondente ao patrimônio do fundo no momento da liquidação. O retorno — positivo ou negativo — dependerá do desempenho da carteira até a data em que o BC efetivar o encerramento.
Dinheiro não pode ser sacado no curto prazo
Mesmo em caso de eventual liquidação dos fundos, os investidores não têm acesso imediato aos recursos. Com a liquidação da Reag, todas as operações permanecem congeladas e dependem da condução do processo pelo Banco Central.
Na prática, isso significa que o dinheiro investido fica indisponível até que haja uma definição sobre a transferência da administração ou sobre o encerramento definitivo dos fundos.
Não há prazo para normalização
Não existe um prazo legal para que os gestores indiquem uma nova administradora ou para que o BC conclua o processo.
Especialistas destacam, porém, que a liquidação da gestora não implica, por si só, perda automática para os cotistas. O risco financeiro está diretamente ligado à qualidade dos ativos que compõem cada fundo e à forma como eles serão avaliados no momento de uma eventual liquidação.
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