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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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‘O governador de SP chegou muito tarde nessa história’, diz Paula Nunes sobre crise do metanol

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A codeputada estadual Paula Nunes, da Bancada Feminista do Psol-SP, criticou a atuação do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) diante dos casos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol, que já deixaram duas pessoas mortas e 14 casos confirmados no estado de São Paulo. O governo deve se reunir nesta terça-feira (7) para discutir medidas sobre o tema.

“Quando os primeiros casos começaram a estourar aqui no estado e as pessoas já estavam muito preocupadas, é importante lembrar que o governador estava muito mais preocupado em visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em prisão domiciliar”, lembra a parlamentar, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. “O governador chegou muito tarde nessa história. Nós temos, infelizmente, um desmonte da nossa vigilância sanitária. Não existe investigação como deveria ser feita”, denuncia.

A parlamentar defende que não sejam descartadas hipóteses antes do fim das investigações. Ela se refere à declaração de Tarcísio e do secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, que apontaram a contaminação das bebidas durante o envase como causa provável e afastaram a hipótese de envolvimento do crime organizado.

“Tanto o secretário de Segurança Pública [Guilherme Derrite] quanto o governador vão à imprensa dizer que existe hipótese descartada tão cedo, na minha avaliação, isso é uma irresponsabilidade. Nesse momento, nenhuma linha de investigação pode ser descartada”, critica.

A Polícia Federal investiga a possibilidade de que o metanol antes usado na adulteração de combustíveis tenha sido redirecionado para bebidas alcoólicas após operações contra o crime organizado em São Paulo. Para ela, “as Polícias Civil e Federal precisam assumir a responsabilidade de conduzir com seriedade essa investigação porque pessoas estão morrendo, se contaminando, e hoje existe uma sensação de pânico generalizado, não só no nosso estado, mas no restante do país com relação a essa possibilidade.”

Para Paula Nunes, a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) tem instrumentos para pressionar a apuração, mas há resistência da base do governo em abrir Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs). “Infelizmente existe uma tradição na Assembleia Legislativa de não instalação de CPIs que façam qualquer cócega no governo do estado”, lamenta.

A deputada também repudia o foco político de Tarcísio de Freitas, que, segundo ela, estaria mais preocupado com uma eventual candidatura presidencial do que com as crises no estado. “Enquanto isso, São Paulo está completamente abandonado. A crise do metanol é uma parte da crise. Nem preciso falar sobre o caos no transporte público, o aumento das contas de água após a privatização da Sabesp e uma crise de segurança pública que o Estado não consegue resolver”, cita.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 9h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

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Fonte: Brasil de Fato

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