Faz tempo que Lula e os candidatos do PT não disputam uma eleição tão à vontade, sem precisar dar explicação no boteco, no pastel da feira ou no calçadão da praia.
Daí a peleja obsessiva da oposição — com suas extensões financeiras, agro-feudais e midiáticas — em tentar colar nos petistas qualquer escândalo da praça. Serve qualquer um da temporada.
Repare como tentam desviar a “maior fraude bancária” da história do Brasil, segundo régua do ministro Fernando Haddad (Fazenda), para o lado governista de Brasília.
Criado e cevado sob o Banco Central de Roberto Campos Neto (governo Bolsonaro), o banco Master é só o exemplo mais recente.
O truque midiático é embolar o jogo dos Três Poderes e ligar Lula ao desgaste do STF e eventuais imoralidades dos ministros Toffoli (ex-petista) e Alexandre de Moraes (centro-direita). Seguimos acompanhado o episódio. Veremos em breve o desfecho.
Desde a eleição de Lula em 2006, os candidatos petistas tiveram que dar satisfação no boteco, na feira ou no calçadão da praia. Mesmo que os escândalos como Mensalão, Petrolão e todo o festival lavajatista envolvessem políticos de todas as cores e partidos. Era o ônus natural de ser governo.
Mesmo no triunfo de 2022, a memória das ações jurídicas fraudulentas da República de Curitiba ainda estava viva, muito viva — ao ponto de Jair Bolsonaro ter o ex-juiz Sérgio Moro grasnando no seu ouvido no intervalo dos debates eleitorais da tv.
Março de 2026. A oposição ainda está em busca do seu “mar de lama” e o duto jorrando dinheiro sujo do “JN” é só uma imagem nostálgica no inconsciente da extrema direita brasileira.
Sem um aumentativo escandaloso (Mensalão, Petrolão etc) para fazer sombra no comitê eleitoral, Lula pode ter a sua campanha eleitoral psicologicamente mais tranquila desde 1989. Isso não quer dizer que seja uma disputa fácil. Pelamô.
Na falta de algo infame terminado em “ão”, os inimigos devem insistir no diminutivo Lulinha. Repare que conseguiram quebrar o sigilo bancário do filho do presidente, com o ministro “terrivelmente evangélico” André Mendonça, ainda em fevereiro.
Apostaram alto nesse sonho antigo. Nada de ligações com o Careca do INSS, como desejava a oposição. Apenas um extrato para simples conferência.



