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sábado, 4 julho, 2026
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Nome de Ramagem aparece em lista do contraventor Adilsinho

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Por Tempo Real RJ

A Polícia Federal (PF) encontrou uma lista com nomes de pelo menos 25 políticos em um dos endereços do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o “Adilsinho”, apontado como chefe da máfia do cigarro no Rio. O nome do ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) constava na lista apreendida durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na última quinta-feira (02).

Os documentos foram encontrados em uma mala na cabeceira da cama do contraventor, durante buscas em operações passadas nos imóvel ligados a ele. A lista reúne supostos pagamentos indevidos, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de dinheiro e nomes de agentes políticos do Rio. As investigações iniciais indicam que os políticos listados recebiam uma espécie de “mesada” de Adilsinho — alvo de um mandado de prisão na operação, ainda que já esteja preso.

Apesar da citação nos materiais apreendidos, o ex-deputado não foi alvo da ação realizada pela PF, mas é investigado, junto com outros nomes que aparecem na lista.

Políticos com nome na lista de Adilsinho recebiam uma espécie de ‘mesada’

De acordo com as primeiras informações da PF, no arquivo nomeador como “planilha 2” aparecem quatro depósitos para o “cliente” identificado na lista pelo nome “DEP RAMAGEM” e “DEP ALEXANDRE RAMAGEM”.

Nas planilhas não há menção ao ano dos depósitos, mas há o registro de mês e dia dos pagamentos, além dos valores:

  • 02/09: DEP RAMAGEM – R$ 39.708,00
  • 06/09: DEP RAMAGEM – R$ 30.000,00
  • 21/09: DEP ALEXANDRE RAGEM – R$ 18.100,00
  • 29/09: DEP ALEXANDRE RAMAGEM – R$ 22.080,00

O ex-deputado foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) no governo de Jair Bolsonaro (PL) e depois foi eleito deputado federal pelo Rio, mas perdeu o mandato e foi demitido do posto de delegado da PF após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

Ele fugiu para os EUA no mês em que foi condenado e é alvo de um pedido de extradição encaminhado pelo governo brasileiro. Ele entrou com pedido de asilo político, que está sendo analisado pelo governo norte-americano.

Nome do ex-governador Cláudio Castro constava na lista

Na lista de Adilsinho, com nomes de pelo menos 25 políticos, também constava o do ex-governador Cláudio Castro (PL).

A PF ainda apura a relação entre os políticos e a máfia dos cigarros. A instituição não identificou oficialmente os nomes encontrados; o nome de Castro foi confirmado pelo portal “G1”, mas ele não foi alvo de mandados na operação da última quinta.

Além de um novo mandado de prisão contra Adilsinho — que já está preso desde fevereiro —, a ação mirou o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, também preso, e o empresário do ramo do tabaco, pastor Márcio Poncio, pai da deputada Sarah Poncio (SDD). Ele foi detido num apart-hotel da Barra da Tijuca sob suspeita de ligação com o grupo criminoso.

Com informações de Octavio Guedes, colunista do portal “G1”.





ICL Notícias

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