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sexta-feira, 13 fevereiro, 2026
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Nobel de Economia Paul Krugman volta a acusar Trump

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O prêmio Nobel de Economia Paul Krugman voltou a criticar duramente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre importações vindas do Brasil. Em artigo publicado nesta sexta-feira (11) na plataforma Substack, Krugman classificou a medida como “descaradamente ilegal” e denunciou uma tentativa explícita de interferência na política interna de outro país.

Segundo o economista, a nova taxação não possui fundamento econômico e extrapola os limites legais de ação do Executivo norte-americano. “Escrevi outro dia sobre a tarifa de Trump para o Brasil, que é, como eu disse, maligna e megalomaníaca. Mas esqueci de destacar que ela é descaradamente ilegal”, afirmou o Nobel de Economia.

Krugman argumenta que a legislação dos EUA permite ao presidente impor tarifas temporárias sem aprovação do Congresso, mas apenas em situações muito específicas — como ameaça à segurança nacional, práticas comerciais desleais ou emergências econômicas. Para ele, nenhuma dessas condições está presente no caso brasileiro.

“Trump abusou enormemente dessas justificativas — especialmente da que envolve emergência econômica, mesmo após afirmar que a economia americana vai muito bem”, escreveu. “Mas a tarifa contra o Brasil é outra coisa: é uma tentativa de interferir na política de outro país. Quem diz isso? O próprio Trump.”

Krugman diz que carta de Trump é “confissão pública” de interferência

Krugman se refere ao conteúdo da carta enviada por Trump ao governo brasileiro, na qual o ex-presidente dos EUA expressa solidariedade a Jair Bolsonaro (PL), criticando o atual governo Lula e classificando o tratamento dado ao ex-presidente como uma “vergonha internacional”. Para o economista, a carta é “uma confissão pública” de que a medida tem motivações políticas, não comerciais — o que, segundo ele, torna a ação ilegal.

A crítica de Krugman vai além do conteúdo da tarifa. Ele questiona a complacência de instituições e empresários diante do que considera um “abuso grotesco de poder”. “Talvez a Suprema Corte esteja tão corrompida que valide qualquer ação de Trump. Mas não podemos colocá-los contra a parede?”, questionou, mencionando diretamente nomes ligados ao ex-presidente.

Reações no Brasil

A resposta brasileira veio em tom firme. O presidente Lula declarou que o processo contra Bolsonaro está sendo conduzido pelo Judiciário, de forma soberana e independente. Em entrevista ao Jornal Nacional, afirmou que o Brasil quer negociar, mas exigirá respeito às decisões institucionais. “É um direito dele taxar, mas é um direito nosso reagir.”

Trump, por sua vez, tem intensificado a defesa de Bolsonaro em suas redes sociais, classificando o ex-presidente brasileiro como vítima de perseguição política e comparando o processo judicial no Brasil a uma “caça às bruxas” — a mesma expressão que utiliza em relação às investigações que enfrenta nos Estados Unidos.



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