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quarta-feira, 11 fevereiro, 2026
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Movimento nacional busca incluir transplantes nos cursos da área da Saúde

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O Brasil está entre os países que mais realizam transplantes de órgãos, mas o tema quase não aparece na formação de profissionais da Saúde. Para mudar esse cenário, será apresentado nesta quinta-feira (25), às 19h, na Fundação Ecarta, em Porto Alegre, o Movimento Nacional pela Curricularização dos Conteúdos sobre Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos nos Cursos da Saúde.

A proposta surge da parceria entre a Fundação Ecarta, por meio do projeto Cultura Doadora, e o Coletivo de Ligas Acadêmicas de Transplantes do RS. A articulação reúne estudantes, docentes, profissionais de saúde e entidades da sociedade civil para cobrar que faculdades de Medicina, Enfermagem e outras áreas incluam a temática em suas grades obrigatórias.

O lançamento será aberto ao público e contará com a participação de transplantados, especialistas e representantes de diversas instituições. Estão previstas ainda falas virtuais, como a da presidenta do Sistema Nacional de Transplantes, Patrícia Freire, e da presidenta da Sociedade Brasileira de Queimaduras, Kelly de Araújo.

Para o presidente da Fundação Ecarta, Marcos Fuhr, a ausência de formação específica compromete o avanço das doações no país. “Muitos profissionais concluem a graduação sem conhecer protocolos, legislação e a complexidade do processo de doação. Isso impacta diretamente nos índices de transplantes”, afirma.

O movimento é resultado do projeto + Doação e Transplante nos Currículos da Saúde, iniciado em 2021. A ideia ganhou força depois de um encontro com ligas acadêmicas de sete universidades gaúchas, que confirmaram a ausência quase total do tema na formação.

Segundo a estudante Maria Antônia Saldanha, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o objetivo é garantir que as universidades tratem do assunto em diferentes formatos. “Pode ser disciplina, seminário, aula-magna ou extensão. O importante é que o conteúdo esteja dentro dos cursos”, destaca.

“Transplante só acontece com a participação da sociedade”

Atualmente, apenas quatro instituições do Rio Grande do Sul oferecem disciplinas específicas sobre transplantes: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (Ufcspa), Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Enquanto isso, mais de 80 mil pessoas aguardam por um órgão no país, e cerca de 40% das famílias recusam a doação — muitas vezes por falta de preparo na abordagem feita por profissionais de saúde.

Para o médico transplantador e professor da Unisinos, Spencer Camargo, o desafio vai além do ambiente hospitalar. “O transplante só acontece com a participação da sociedade. Discutir o tema dentro das universidades é uma forma de ampliar esse engajamento”, defende.

Serviço

Lançamento do Movimento Nacional pela Curricularização dos Conteúdos sobre Doação e Transplante de Órgãos e Tecidos nos Cursos da Saúde

Quando: 25 de setembro de 2025 (quinta-feira), às 19h

Onde: Fundação Ecarta — Av. João Pessoa, 943 – Porto Alegre/RS

Mais informações: www.ecarta.org.br

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Fonte: Brasil de Fato

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