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A Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) publicou, na noite de terça-feira (7), uma nota na qual se posiciona contra as “acusações infundadas de assassinato ou tentativa de assassinato” contra o presidente Daniel Noboa, cujo veículo foi atacado enquanto tentava atravessar um dos bloqueios mantidos durante protestos contra o governo.
O ataque ocorreu na província de Cañar, onde um grupo apedrejou a comitiva presidencial. O comunicado menciona ainda possíveis “atos de falsa bandeira” – crimes cometidos deliberadamente para criminalizar movimentos ou manifestações políticas.
⭕ [COMUNICADO]
Frente a los hechos ocurridos en #Cañar, donde la caravana presidencial ingresó a una zona de resistencia generando incidentes que hoy el Gobierno utiliza para justificar su política de guerra.
El Gobierno ha dado respuestas militares frente a las demandas… pic.twitter.com/PaVrNnCARi— CONAIE (@CONAIE_Ecuador) October 8, 2025
De acordo com a antropóloga e pesquisadora do Instituto Tricontinental de Pesquisa Social Pilar Troya Fernández, há desconfiança de que o próprio governo tenha incentivado a narrativa do ataque. “Ele [Noboa] está caindo nas pesquisas de opinião e tem uma consulta popular marcada para o dia 14 de novembro. Está querendo mudar a Constituição sem respeitar nenhuma norma, fazendo inclusive perguntas inconstitucionais”, avalia. “Para mim, ou foi uma operação de falsa bandeira, ou os militares não contiveram a situação para criar a narrativa de tentativa de assassinato”, opina a pesquisadora.
A mobilização nacional contra o governo Noboa no Equador já dura 16 dias. Durante os protestos, o líder indígena Efraín Fuerez foi morto e mais de cem pessoas ficaram feridas, além de uma centena de detidos. 12 pessoas acusadas de terrorismo permanecem em prisão preventiva.
“Os protestos representam um momento crucial no governo de Daniel Noboa, pois constituem as primeiras mobilizações em massa contra sua gestão. O gatilho imediato para essa revolta foi a eliminação dos subsídios aos combustíveis, especialmente ao diesel, medida que afeta diretamente as comunidades indígenas e o tecido comercial da Serra. Isso explica a rápida expansão das manifestações em territórios com forte presença de nacionalidades Kichwa”, explicou ao Brasil de Fato o sociólogo David Soarez.
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Fonte: Brasil de Fato



