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O Movimento Brasil Popular organizou um protesto, nesta quarta-feira (15), em frente à casa do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na região da Pampulha, em Belo Horizonte, para denunciar a falta de políticas de combate à fome no estado. A ação, que contou com a participação de mais de 50 pessoas, foi construída em parceria com o Levante Popular da Juventude, o Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) e o Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A mobilização faz parte da jornada nacional de luta Taxar os Super-ricos, Alimentar o Brasil, promovida pelo movimento em todo o país, em referência ao Dia Mundial da Alimentação, celebrado em 16 de outubro.
O protesto denunciou que, em Minas Gerais, há 3,4 milhões de pessoas em situação de pobreza e 764 mil pessoas em pobreza crônica. O Movimento Brasil Popular destaca a denúncia, já levantada pelo bloco Democracia e Luta, de oposição ao governador na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), de que Romeu Zema teria desviado R$ 88 milhões do Fundo Estadual de Combate à Miséria (FEM) para outras áreas.
A organização também lembra que, em 2024, o político vetou uma emenda ao orçamento que destinava R$ 1 bilhão para o mesmo fundo, além de promover isenções fiscais a empresas que podem chegar a mais de R$ 25 bilhões em 2026.
Atualmente, as empresas contempladas com a isenção estão em sigilo, mas os movimentos chamam a atenção para a isenção de Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para locadoras de veículos, que beneficiou, por exemplo, a Localiza, empresa de Salim Mattar, que doou R$ 5 milhões para a campanha de Zema, em 2022.
Para Gisele Maia, integrante do Movimento Brasil Popular, “Romeu Zema atua como um verdadeiro Robin Hood às avessas, tirando dinheiro dos pobres para dar aos seus amigos empresários”.
“Precisamos denunciar essa situação e cobrar mais recursos para a efetivação de políticas de combate à fome e à pobreza em Minas Gerais. O novo lema do governo de Minas Gerais é Aqui o Trem Prospera, mas o que temos visto é a prosperidade somente para os super-ricos e empresários amigos do governador”, destaca.
A jornada também pauta a necessidade de mais justiça tributária no Brasil, com a taxação dos super-ricos, para contribuir com o desenvolvimento social do país e combater a fome. Nas eleições de 2022, o governador de Minas declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o patrimônio de R$ 129 milhões. “Zema é um super-rico, enquanto muitos passam fome”, finaliza Maia.
O governo de Minas foi procurado para comentar sobre as denúncias. O texto será atualizado, caso haja um posicionamento.
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Fonte: Brasil de Fato



