A educadora e ex-secretária de Estado na gestão de Amazonino Mendes, Angela Bulbol, morreu na noite deste domingo, dois dias após ser atropelada no condomínio Ephigenio Salles, em Manaus. O acidente ocorreu na sexta-feira (20), por volta das 15h, quando ela foi atingida por um veículo conduzido pela ex-diretora do Detran-AM Mônica Melo. Angela chegou a ser socorrida, passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso.
A confirmação da morte foi feita pela família, por meio de nota divulgada à imprensa. “A família Bulbol comunica, com profundo pesar, o falecimento da professora Angela Bulbol, ocorrido no início da noite deste domingo. Educadora dedicada e exemplo de compromisso com a formação gerações, deixa um legado de amor.”, diz o comunicado.
O falecimento causou comoção entre familiares, amigos, ex-alunos e integrantes da comunidade educacional do Amazonas, onde Angela construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com a formação de jovens e pela atuação na gestão pública.

Acidente ocorreu na sexta-feira
De acordo com informações de testemunhas, o atropelamento aconteceu dentro do condomínio Ephigenio Salles, onde tanto a vítima quanto a condutora do veículo residem. Angela Bulbol foi atingida por um carro dirigido por Mônica Melo, ex-diretora do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas.
Testemunhas relataram que, com o impacto, a educadora bateu a cabeça. Ela foi levada inicialmente ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio Pereira Machado, localizado na zona leste da capital amazonense.
Na unidade hospitalar, recebeu os primeiros atendimentos de emergência. Ainda na noite de sexta-feira, diante da gravidade do quadro, foi transferida para o hospital Check-Up, onde passou por cirurgia na cabeça.
Tentativas de recuperação mobilizaram familiares e amigos
Na tarde deste domingo, horas antes da confirmação da morte, familiares divulgaram uma nota pedindo que amigos e pessoas próximas se unissem em oração pela recuperação de Angela Bulbol. O pedido evidenciava a gravidade da situação clínica da educadora, que lutava pela vida após o procedimento cirúrgico.
Apesar dos esforços médicos, ela não resistiu às complicações decorrentes do traumatismo craniano provocado pelo atropelamento.
A notícia do falecimento rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando manifestações de pesar e homenagens de ex-colegas de trabalho, estudantes e autoridades locais. Muitos destacaram o legado de Angela na educação do estado e sua postura firme na defesa de políticas públicas voltadas à formação cidadã.
Família cobra responsabilização
No sábado, um dia após o acidente, a família de Angela Bulbol informou que exigiria a responsabilização da condutora do veículo envolvido no atropelamento. Em nota, os familiares afirmaram confiar no trabalho das autoridades responsáveis pela investigação.
“A família Bulbol reafirma sua confiança nas instituições e espera que o caso seja conduzido com transparência, celeridade e rigor, independentemente de qualquer cargo ou função anteriormente exercida pela envolvida”, diz outro trecho do comunicado.
A declaração faz referência ao fato de que a motorista do veículo, Mônica Melo, já ocupou cargo de direção no Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas. A família destacou a importância de que a apuração ocorra de forma técnica e imparcial.
Polícia instaura inquérito
A Polícia Civil do Amazonas instaurou inquérito para investigar as circunstâncias do atropelamento. O objetivo é esclarecer como ocorreu o acidente, se houve imprudência ou negligência por parte da condutora e se outros fatores contribuíram para a ocorrência.
Testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias, e imagens de câmeras de segurança do condomínio podem auxiliar na reconstituição dos fatos. O laudo pericial também será fundamental para determinar as condições do atropelamento e eventuais responsabilidades.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o depoimento da motorista envolvida no caso.



