Por Brasil de Fato
Moradores de favelas do Rio de Janeiro criaram uma série para mostrar por que apoiam a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 25 de outubro. Os vídeos citam programas como o Bolsa Família, Gás do Povo e as obras do PAC das Favelas.
“As favelas estão unidas pela democracia brasileira! Você que é morador ou moradora de favela, junte-se a esse movimento! Grave seu vídeo, mostre sua voz e fortaleça essa mobilização pela democracia”, diz a convocação. Os vídeos estão reunidos na hashtag #FavelaVota13 nas redes sociais do coletivo de comunicação comunitária Maré Vive.
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Em um deles, com mais de 81 mil visualizações, um grupo de mulheres negras evangélicas afirma que votará em Lula no 2º turno. Outro vídeo de grande alcance é o do influenciador Raphael Vicente, gravado durante uma manifestação popular na Maré.
Os investimentos do governo Lula em educação são os mais citados. “Governo que mais ajuda jovens a terminar o Ensino Médio”, disse um morador em referência ao programa Pé-de-Meia. A democratização do acesso ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) também. “Voto pelo Sisu, ProUni e Fies, pelo futuro da nossa juventude e um Brasil melhor”, afirmou em outro vídeo.
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No último sábado (17), um cortejo saiu da Praça do Parque União e passou por dez favelas do Complexo da Maré. A mobilização popular foi acompanhada por instrumentos carnavalescos e reforçou a importância da participação política dos moradores.
No primeiro turno das eleições, moradores de favelas do Rio enfrentaram dificuldades para votar. A mais afetada com mudanças nos locais de votação foi a Maré. Mais da metade dos eleitores (52%) teve que votar fora da favela, segundo o levantamento do portal Uol.
Muitos eleitores descobriram na hora da votação que precisariam se deslocar para outro bairro. Quem não desistiu teve que enfrentar filas e maior tempo de espera.
A situação resultou em uma abstenção maior na Maré do que a média nacional: 28,46% do eleitorado não compareceu às urnas. No Brasil, a taxa foi de 21,08%.
A mudança das seções foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) com a justificativa de que estavam em áreas sob influência do crime organizado. Ao todo, 72 locais foram alterados em 20 municípios, atingindo cerca de 202 mil pessoas.
Quem não conseguiu votar no primeiro turno pode comparecer no dia 25 de outubro para definir a Presidência da República entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL). Consulte o local de votação pelo aplicativo oficial e-Título no celular.



