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terça-feira, 17 março, 2026
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Ministra atende reivindicações e movimento de mulheres levanta acampamento em Brasília

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Por Heloísa Villela

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, recebeu, na tarde desta segunda-feira (17), representantes do Movimento de Mulheres Olga Benário para discutir as reinvindicações da organização que ocupou 17 imóveis em 14 estados no último fim de semana. As ativistas do Olga saíram do encontro com três reivindicações atendidas e decidiram desmontar o acampamento de Brasília. As outras 16 ocupações continuam, dependendo do resultado da próxima rodada de negociações.

O movimento reclama da ausência de lugares preparados para acolher mulheres em situação de violência doméstica em todo o país. O ministério reuniu um grupo de cerca de 12 pessoas para conversar com as militantes, incluindo a deputada federal Erika Kokai (PT-DF) e uma representante da ONU Mulheres.

Em Brasília, o grupo ocupou a Casa da Mulher Brasileira, construída em 2015 e fechada em 2018, que tinha justamente esse objetivo: receber e dar todo tipo de apoio às mulheres. O imóvel está condenado e deve ser demolido. Mas o terreno já foi entregue ao SENAR, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, da Confederação Nacional da Agricultura.

A ministra informou que Brasília já tem uma nova Casa da Mulher Brasileira planejada. Ela será construída em um terreno de 3.800 metros quadrados, na Asa Sul, e tem financiamento garantido, da Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 19 milhões.

O resultado da reunião foi considerado positivo e o grupo vai levantar acampamento da ocupação de Brasília na manhã desta terça-feira (17). O Movimento Olga, fundado há 25 anos, mantém casas de acolhimento em diferentes estados. Em Brasília, administra, com dificuldade, desde 2024, a Casa Ieda.

Segundo a advogada Laura Ingrid, que representa o Olga, a Ministra das Mulheres se comprometeu em dar apoio à Casa Ieda, fornecendo técnicos e profissionais de saúde para trabalhar no local de forma permanente. Hoje são voluntários que fazem o serviço.





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