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O governo do México publicou na segunda-feira (5) duas resoluções que estabelecem cotas de importação com isenção de tarifa para as carnes bovina e suína. A partir de agora, volumes que ultrapassarem os limites definidos passarão a pagar imposto, o que tende a impactar exportações de países fornecedores, como o Brasil.
Até então, as importações desses produtos estavam totalmente livres de tarifa por conta do Pacic (Paquete Contra la Inflación y la Carestía), programa criado para conter a inflação dos alimentos ao zerar impostos de itens da cesta básica, desde que os importadores não repassassem aumentos de preços ao consumidor.
A mudança implementada pelo México estabelece o seguinte:
- Haverá permissão de entrada de até 70 mil toneladas de carne bovina sem tarifa;
- O volume excedente será taxado em 20%;
- No caso da carne suína, a cota isenta será de 51 mil toneladas;
- O excedente da carne suína será taxado em 16%; e
- Por fim, as medidas valem até dezembro de 2026.
Carne bovina é o 2º item mais exportado
De janeiro a novembro de 2025, a carne bovina foi o segundo principal produto exportado pelo Brasil ao México, enquanto a carne suína ocupou a décima posição, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as cotas deverão ser utilizadas principalmente por Brasil, Chile e União Europeia. No mesmo período de 2025, o México foi o sétimo maior destino da carne suína brasileira, atrás de Filipinas, Japão, China, Chile, Hong Kong e Singapura, de acordo com dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura.
Já a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que aguarda orientações do governo mexicano sobre os critérios de distribuição das cotas. O México é atualmente o quinto maior comprador da carne bovina brasileira, depois de China, Estados Unidos, União Europeia e Chile.
A ABPA destacou ainda que as cotas se aplicam a países fora da América do Norte e com os quais o México não mantém acordos comerciais.
O Pacic, criado em maio de 2022 pelo então presidente Andrés Manuel López Obrador, foi prorrogado em 2025, mas passou a incorporar limites e tarifas para diversos produtos.
O frango, principal item da pauta exportadora brasileira para o México, seguirá com tarifa zerada, segundo a ABPA.
China também impõe limites
A decisão mexicana ocorre poucos dias após a China anunciar restrições à importação de carne. Mas, no caso chinês, a restrição abrange somente a bovina, em uma tentativa de proteger seus produtores locais. O país, maior comprador da carne brasileira, criou cotas anuais para importações de fornecedores estrangeiros.
Atualmente, a carne importada pela China paga tarifa de 12%. Com a nova regra, o volume que exceder as cotas será sobretaxado em 55%. As medidas entraram em vigor em 1º de janeiro de 2026 e terão validade de três anos.
Para 2026, a cota total chinesa será de 2,7 milhões de toneladas, com previsão de aumento gradual nos anos seguintes. O volume é próximo ao recorde de 2,87 milhões de toneladas importadas em 2024, mas inferior ao total adquirido nos primeiros 11 meses de 2025.
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