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segunda-feira, 4 maio, 2026
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Mercados operam em compasso misto com tensão no Estreito de Ormuz

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Os mercados mundiais iniciam a semana em tom cauteloso, com os índices futuros de Nova York operando de forma mista nesta segunda-feira (4), refletindo a atenção dos investidores à escalada de tensões no Estreito de Ormuz. O foco recai sobre o anúncio do “Project Freedom”, iniciativa do presidente dos EUA, Donald Trump, para escoltar navios de países não envolvidos no conflito retidos na região — medida que ainda carece de detalhes operacionais e enfrenta resistência do Irã.

Autoridades iranianas reforçaram que a segurança do Estreito está sob seu controle e alertaram contra a presença militar estadunidense, elevando a incerteza geopolítica em uma rota estratégica para o comércio global de petróleo.

No Brasil, após o feriado do Dia do Trabalho, os agentes financeiros retomam as negociações atentos a uma agenda concentrada em indicadores de atividade e revisões de expectativas. O destaque doméstico é o Relatório Focus do Banco Central, que atualiza as projeções para inflação, juros e crescimento, em meio aos desdobramentos recentes da política monetária.

No cenário internacional, a divulgação dos PMIs industriais de abril no Brasil, Estados Unidos e Zona do Euro deve orientar a leitura sobre o ritmo da atividade global. Nos EUA, dados de encomendas à indústria complementam o diagnóstico sobre a força do setor produtivo e possíveis implicações para a trajetória de juros.

Entre os destaques corporativos, a BB Seguridade divulga seus resultados após o fechamento, dando continuidade à temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026. Na agenda política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina medida provisória do Novo Desenrola Brasil pela manhã, enquanto o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, participa do programa Roda Viva à noite.

Brasil

Ibovespa encerrou a quinta-feira (30) em alta de 1,39%, aos 187.317,64 pontos, em sessão encurtada pela véspera do Dia do Trabalho. Apesar do ganho no dia, o índice acumulou queda de 1,48% na semana e leve recuo de 0,08% em abril.

O dólar à vista fechou em R$ 4,9527, com baixa de 0,98%. Na semana, a moeda caiu 0,91% frente ao real e, no mês, recuou 4,36%.

Os negócios foram influenciados por uma combinação de balanços corporativos, indicadores macroeconômicos e tensões políticas em Brasília. O mercado também reagiu à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic para 14,50% ao ano.

Europa

As bolsas europeias também começaram a semana sem direção única, com destaque para as ações de tecnologia, que operam em alta. Por outro lado, as montadoras têm movimento de queda, após Donald Trump anunciar que aumentaria as tarifas sobre as importações de automóveis europeus.

STOXX 600: -0,20%
DAX (Alemanha): +0,04%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,14%
CAC 40 (França): -0,53%
FTSE MIB (Itália): -0,50%

Estados Unidos

Os agentes aguardam para esta semana o relatório de empregos (payroll) de abril, previsto para sexta-feira (9). Economistas esperam uma desaceleração no crescimento do emprego, com projeções apontando para 60.000 novas vagas, em comparação com as 178.000 de março. A taxa de desemprego deve se manter estável em 4,3%.

Dow Jones Futuro: -0,25%
S&P 500 Futuro: +0,01%
Nasdaq Futuro: +0,17%

Ásia

Os indicadores fecharam majoritariamente em alta, enquanto o mercado chinês permanece fechado devido a um feriado local.

Shanghai SE (China), fechado por feriado
Nikkei (Japão): +0,38%
Hang Seng Index (Hong Kong): +1,24%
Nifty 50 (Índia): +0,37%
ASX 200 (Austrália): -0,37%

Petróleo

Os preços do petróleo sobem com o impasse nas negociações em torno do conflito no Oriente Médio. Um navio-tanque relatou ter sido atingido por projéteis a 78 milhas náuticas ao norte de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, no domingo, informou a UK Maritime Trade Operations.

Petróleo WTI, +1,93%, a US$ 103,91 o barril
Petróleo Brent, +1,83%, a US$ 110,15 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados dados das encomendas à indústria de abril.

Na zona do euro, sai o PMI de indústria (final) de abril.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na última quinta-feira que o governo anunciará um aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 30% para 32%, sinalizando também que deverá acontecer uma alta na mescla de biodiesel no diesel dos atuais 15% para 16%. “Ainda esta semana vamos anunciar sair de 30 para 32 e sair de 15 para 16 no biocombustível”, afirmou Lula, em evento no Palácio do Planalto.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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