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terça-feira, 17 fevereiro, 2026
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Mercados mundiais operam com cautela

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Os mercados mundiais iniciam esta terça-feira (23) em tom de cautela, com os índices futuros de Nova York próximos da estabilidade após uma sequência positiva. A atenção dos investidores se volta para a divulgação de indicadores econômicos represados nos Estados Unidos, como o PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre e a produção industrial, que devem testar a percepção de resiliência da economia americana.

Em Wall Street, o S&P 500 segue perto de sua máxima histórica, sustentado por apostas em recuperação no fim do ano, apesar da recente rotação que reduziu a exposição a ações de tecnologia e inteligência artificial.

No Brasil, o foco recai sobre o IPCA-15 de dezembro, considerado um termômetro relevante para a inflação de curto prazo. A expectativa do mercado é de alta moderada no mês, mantendo o debate sobre o ritmo de desinflação.

No cenário internacional, além do PIB, dados de bens duráveis, confiança do consumidor e novas moradias devem influenciar o apetite por risco ao longo do dia, enquanto números do setor de commodities e dos estoques de petróleo completam a agenda.

Brasil

Ibovespa terminou a segunda-feira (22) com queda de 0,21%, aos 158.141,65 pontos, refletindo a saída de recursos do país e a baixa liquidez típica do período de fim de ano. O dólar comercial avançou 1%, cotado a R$ 5,584, e os juros futuros subiram ao longo de toda a curva.

O ambiente político contribuiu para o clima de cautela. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se consolida como provável candidato a enfrentar o presidente Lula nas eleições do ano que vem, gerando incertezas entre investidores que prefeririam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), conhecido por sua agenda pró-mercado.

Apesar do cenário desafiador, os sinais econômicos animam. A Pesquisa Firmus, do Banco Central, indica melhora nas projeções de inflação para 2025 e 2026, e o Boletim Focus reforça essa tendência.

Europa

Os mercados europeus avançam na sessão de hoje, impulsionados principalmente pelas ações do setor de saúde, após a aprovação, nos Estados Unidos, de um medicamento para perda de peso da Novo Nordisk. Os ganhos, no entanto, são parcialmente compensados por perdas em papéis ligados ao consumo. As ações da farmacêutica disparam quase 6% depois do aval da FDA (Food and Drug Administration) ao novo tratamento, anunciado na segunda-feira.

STOXX 600: +0,30%
DAX (Alemanha): +0,22%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,12%
CAC 40 (França): +0,02%
FTSE MIB (Itália): +0,11%

Estados Unidos

Os índices futuros operam próximos da estabilidade. Nesta quarta-feira (24), os mercados de ações dos EUA encerrarão as negociações mais cedo e permanecerão fechados durante todo o dia de quinta-feira devido ao feriado de Natal.

Dow Jones Futuro: +0,01%
S&P 500 Futuro: +0,01%
Nasdaq Futuro: +0,03%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, impulsionados por ações de metais não ferrosos, em meio ao recorde de preços do ouro, enquanto Hong Kong destoou e encerrou em queda. Na China continental, o setor avançou até 2%, com destaque para a Shandong Gold, que saltou quase 7%. Já em Hong Kong, papéis de materiais chegaram a subir, mas perderam fôlego ao longo da sessão. No campo macroeconômico, a China anunciou que pretende intensificar a renovação urbana e as medidas de estabilização do mercado imobiliário a partir de 2026, no início do novo Plano Quinquenal.

Shanghai SE (China), +0,07%
Nikkei (Japão): +0,02%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,11%
Nifty 50 (Índia): +0,10%
ASX 200 (Austrália): +1,10%

Petróleo

Os preços do petróleo operam quase estáveis, após alta de mais de 2% na sessão anterior, com os EUA anunciando a possibilidade de vender o petróleo bruto venezuelano apreendido.

Petróleo WTI, -0,07%, a US$ 57,97 o barril
Petróleo Brent, +0,02%, a US$ 62,08 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, o dia é de agenda cheia de indicadores. Serão divulgados os dados de bens duráveis de outubro; o PIB do 3º trimestre; exportação de grãos (USDA) semanal; produção industrial de novembro; confiança do consumidor de dezembro; e novas moradias de outubro.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá posso nesta terça-feira ao novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União Brasil-PB). Feliciano irá substituir Celso Sabino. A troca foi anunciada por Lula na semana passada, e acontece após Sabino ser expulso do União Brasil por desobedecer a ordem da legenda de deixar seu cargo no governo.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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