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segunda-feira, 20 abril, 2026
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Mercados globais recuam com escalada no Oriente Médio

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Os mercados globais iniciam a semana em tom negativo, com os índices futuros de Nova York e as principais bolsas europeias em queda nesta segunda-feira (20), enquanto os preços do petróleo avançam diante da deterioração do cenário geopolítico no Oriente Médio.

A aversão ao risco ganhou força após um fim de semana turbulento que frustrou as expectativas de avanço nas negociações de paz antes do prazo de cessar-fogo. No domingo (19), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha estadunidense alvejou e apreendeu um navio cargueiro de bandeira iraniana no Golfo de Omã, elevando a tensão na região.

O episódio ocorre em meio à intensificação do bloqueio naval imposto pelos EUA aos portos iranianos, medida considerada por Teerã como violação do cessar-fogo. Em resposta, o Irã se recusou a participar de uma nova rodada de negociações no Paquistão, ampliando as incertezas sobre uma solução diplomática no curto prazo.

No plano macroeconômico, a agenda reduzida da semana mantém o foco dos investidores no conflito. No Brasil, o Relatório Focus segue apontando alta nas expectativas inflacionárias, movimento que reflete a pressão dos preços do petróleo e resultados mais fracos no primeiro trimestre.

No cenário internacional, a elevação do petróleo reforça preocupações com inflação global, enquanto a escalada das tensões geopolíticas sustenta a cautela dos investidores. Paralelamente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda na Alemanha, incluindo compromissos oficiais e visita a uma unidade da Volkswagen.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (17) em baixa de 0,55%, aos 195.733,51 pontos, acumulando a terceira queda consecutiva e fechando a semana com perda de 0,81%, após três semanas de ganhos. Já o dólar comercial recuou 0,19%, cotado a R$ 4,983, depois de chegar à mínima de R$ 4,950 ao longo do dia. Os juros futuros também cederam em toda a curva.

A sessão começou em tom positivo, com o índice chegando perto de 1% de alta e máxima de 198.665 pontos, impulsionado por expectativas favoráveis no exterior. No entanto, o movimento perdeu força ao longo do dia, revertendo o otimismo inicial.

Europa

As bolsas europeias operam no vermelho hoje, em meio a temores de que uma nova escalada das tensões entre os EUA e o Irã.

STOXX 600: -1,15%
DAX (Alemanha): -1,63%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,63%
CAC 40 (França): -1,19%
FTSE MIB (Itália): -1,46%

Estados Unidos

A fragilidade nas negociações de cessar-fogo no Oriente Médio deteriora o otimismo de agentes nesta segunda-feira. Tanto o presidente Donald Trump quanto autoridades iranianas deixaram no ar se haverá ou não reunião para negociações nesta terça-feira (21), uma vez que o prazo do cessar-fogo de duas semanas está terminando.

Na frente corporativa, os investidores acompanharão a divulgação de balanços da Tesla, Intel e United Airlines ao longo desta semana.

Dow Jones Futuro: -0,68%
S&P 500 Futuro: -0,59%
Nasdaq Futuro: -0,63%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em alta, com os investidores repercutindo os dados da China, que manteve suas taxas de juros de referência inalteradas pelo 11º mês consecutivo. A decisão foi tomada após a segunda maior economia do mundo ter crescido 5% no primeiro trimestre, acelerando em relação aos 4,5% do trimestre anterior e atingindo o limite superior da sua meta para o ano todo. Para este ano, o governo chinês reduziu sua meta de crescimento para uma faixa entre 4,5% e 5% , o menor porcentual desde a década de 1990.

Shanghai SE (China), +0,76%
Nikkei (Japão): +0,60%
Hang Seng Index (Hong Kong): +0,77%
Nifty 50 (Índia): +0,17%
ASX 200 (Austrália): +0,07%

Petróleo

Os preços do petróleo operam em forte alta, após a Marinha dos EUA apreender um navio iraniano durante um fim de semana caótico, no qual Teerã disparou contra embarcações e impôs novamente controles no Estreito de Ormuz.

Petróleo WTI, +7,10%, a US$ 89,40 o barril
Petróleo Brent, +6,93%, a US$ 88,31 o barril

Agenda

Na Alemanha, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, faz discurso.

Por aqui, no Brasil, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) suspendeu uma liminar que impedia a cobrança de imposto de exportação sobre o petróleo para algumas das principais petroleiras estrangeiras que atuam no Brasil, informou o órgão na sexta-feira. A taxa, com alíquota de 12%, foi determinada por medida provisória pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como parte de um pacote de medidas que visa atenuar os impactos de uma disparada de preços internacionais de petróleo e de combustíveis para os consumidores brasileiros devido à guerra no Oriente Médio.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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