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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Mercados globais recuam após Trump ampliar tarifas

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Os mercados globais operam no campo negativo, nesta manhã de sexta-feira (1º), com os agentes repercutindo o impacto de novas tarifas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump. O republicano formalizou sobretaxas abrangentes contra dezenas de países, incluindo aliados como Canadá, Taiwan e Índia.

Na quinta-feira (31), Trump assinou uma ordem executiva que modifica e amplia as tarifas recíprocas aplicadas a diversos parceiros comerciais dos EUA. As novas alíquotas variam entre 10% e 41%, e atualizam os percentuais definidos em cartas enviadas pelo governo americano em julho e entram em vigor a partir de 7 de agosto.

O movimento ocorre às vésperas da divulgação do payroll de julho, previsto para as 9h30 (horário de Brasília). O mercado projeta a criação de 110 mil empregos, com leve alta na taxa de desemprego para 4,2%. Dados mais fortes podem reduzir a pressão por cortes de juros na próxima reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central estadunidense).

No Brasil, os investidores acompanham os números da produção industrial de junho e o PMI de julho. No noticiário corporativo, destaque para os resultados da Vale (VALE3), que reportou queda de 24% no lucro do segundo trimestre e anunciou R$ 1,90 por ação em juros sobre capital próprio.

Brasil

Ibovespa encerrou julho com queda de 4,17%, o pior desempenho mensal desde dezembro de 2024, quando recuou 4,28%. Na quinta-feira (31), o principal indicador da Bolsa brasileira caiu 0,69%, aos 133.071 pontos, pressionado por incertezas externas, avanço nos juros futuros e um cenário corporativo ainda cauteloso.

O dólar comercial teve leve alta de 0,19%, cotado a R$ 5,601, enquanto os DIs subiram em toda a curva, após o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central manter a taxa básica de juros, a Selic, em 10,50%, e adotar um tom mais conservador na comunicação.

No campo macroeconômico, o Brasil registrou taxa de desemprego em novo piso histórico, mas o setor público amargou déficit primário de R$ 47,1 bilhões em junho, acima do esperado. Para agosto, o mercado já aguarda os dados de produção industrial, enquanto nos EUA, o payroll e PMIs devem balizar o humor global.

Europa

As bolsas europeias recuam hoje, com ações de farmacêuticas como Novo Nordisk A/S, Sanofi SA, GSK Plc e AstraZeneca Plc liderando as quedas após Donald Trump exigir que as farmacêuticas reduzissem os preços nos EUA. Além disso, o franco suíço recuou após o presidente dos EUA impor uma taxa de 39% sobre as exportações da Suíça para o mercado norte-americano.

STOXX 600: -1,12%
DAX (Alemanha): -1,56%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,68%
CAC 40 (França): -1,60%
FTSE MIB (Itália): -1,36%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam em no campo negativo, com os agentes de olho no tarifaço de Donald Trump sobre produtos exportados por várias nações aos EUA. Além disso, as ações da Apple avançaram após a empresa divulgar na véspera lucro que supera as expectativas, impulsionado por vendas de iPhones acima do esperado. Já a Amazon também bateu as estimativas do mercado, mas a fraqueza no desempenho de sua divisão de computação em nuvem (AWS) levou suas ações a forte queda depois do fechamento do mercado financeiro.

Dow Jones Futuro: -0,77%
S&P 500 Futuro: -0,83%
Nasdaq Futuro: -0,98%

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam no vermelho depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, modificou as tarifas “recíprocas” em vários países, variando de 10% a 41%. As bolsas locais também repercutem os dados da atividade industrial da China, que se deteriorou em julho à medida que o crescimento de novos negócios enfraqueceu e fabricantes reduziram a produção diante das incertezas sobre as tarifas estadunidenses sobre exportações chinesas.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) industrial Caixin/S&P Global caiu para 49,5 em julho, de 50,4 no mês anterior. Abaixo da marca de 50 indica contração da atividade.

Shanghai SE (China), -0,37%
Nikkei (Japão): -0,66%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,07%
Nifty 50 (Índia): -1,07%
ASX 200 (Austrália): -0,92%

Petróleo

Os preços do petróleo operam perto da estabilidade após caírem mais de 1% na sessão anterior, com os traders repercutindo os impactos do tarifaço de Donald Trump sobre a demanda global por combustível.

Petróleo WTI, +0,27%, a US$ 69,45 o barril
Petróleo Brent, +0,26%, a US$ 71,89 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, serão divulgados os dados do payroll, com criação de vagas e taxa de desemprego de julho; o PMI e ISM da indústria de julho; gastos com construção de junho; e confiança do consumidor de julho.

Por aqui, no Brasil, a decisão dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 50% sobre produtos brasileiros preocupa 89% dos brasileiros, segundo o Datafolha. O receio é compartilhado por eleitores de Lula e de Jair Bolsonaro. Para 77%, a medida pode afetar também a situação financeira pessoal. A maioria defende que o governo negocie com os EUA para reverter a sobretaxa.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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