Os mercados globais operam majoritariamente no campo negativo neste início de semana. Os índices futuros de Nova York abriram a segunda-feira (18) em queda, enquanto os preços do petróleo avançam diante do aumento das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O movimento ocorre após novas declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que “o tempo está se esgotando” para Teerã, e reforçou o tom de alerta sobre uma possível escalada no conflito.
No radar dos investidores também estão os resultados trimestrais de grandes empresas norte-americanas, com destaque para a Nvidia e varejistas como Target e Walmart, cujos balanços devem ajudar a medir o ritmo da economia e o apetite por tecnologia e consumo nos EUA.
No Brasil, a agenda econômica concentra as atenções do mercado. A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga indicadores de inflação, como o IPC-S e o IGP-10, enquanto o Banco Central publica o Boletim Focus e o IBC-Br, considerado uma espécie de termômetro do Produto Interno Bruto (PIB).
No cenário político-econômico internacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, participa em Paris de reuniões ligadas ao G7 (grupo das sete nações mais ricas) e se encontra com o economista francês Gabriel Zucman para discutir propostas de taxação internacional.
Brasil
O Ibovespa encerrou o pregão de sexta-feira (15) em queda, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais e as preocupações dos investidores com a inflação global. O cenário externo, somado às incertezas políticas no Brasil, pressionou a bolsa brasileira ao longo do dia.
O principal índice da B3 caiu 0,61%, fechando aos 177.238 pontos, após oscilar entre a mínima de 175.417 pontos e a máxima de 178.340 pontos. Na semana, o acumulado foi negativo em 3,71%, ampliando o movimento de correção do mercado.
Apesar de ter registrado perdas mais intensas durante a manhã, o índice reduziu parte da queda ao longo da sessão, impulsionado principalmente pelo desempenho das ações da Petrobras.
Europa
As bolsas europeias operam em trajetória negativa com os investidores reagindo às recentes declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o conflito com o Irã. A guerra tem provocado alta nos preços do petróleo e desvalorização dos títulos.
STOXX 600: -0,53%
DAX (Alemanha): -0,20%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,04%
CAC 40 (França): -0,97%
FTSE MIB (Itália): -1,83%
Estados Unidos
No fim de semana, um ataque com drones provocou um incêndio em uma instalação nuclear dos Emirados Árabes Unidos, evidenciando a fragilidade do cessar-fogo no Oriente Médio. Em outra frente, os agentes se prepararam para a divulgação de importantes balanços corporativos nos Estados Unidos.
Dow Jones Futuro: -0,66%
S&P 500 Futuro: -0,41%
Nasdaq Futuro: -0,25%
Ásia
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente no negativo, com investidores acompanhando a fragilidade do cessar-fogo no Oriente Médio.
Shanghai SE (China), -0,09%
Nikkei (Japão): -0,97%
Hang Seng Index (Hong Kong): -1,19%
Nifty 50 (Índia): -0,10%
ASX 200 (Austrália): -1,45%
Petróleo
Os preços do petróleo sobem após novas ameaças de Donald Trump contra o Irã devido ao fechamento do Estreito de Ormuz.
Petróleo WTI, +0,97%, a US$ 106,44 o barril
Petróleo Brent, +1,94%, a US$ 110,48 o barril
Agenda
Agenda internacional esvaziada nesta segunda-feira (18).
Por aqui, no Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (14), um projeto de lei que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos para empregados públicos, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição à Previdência Social. O texto também autoriza, em caráter excepcional, a permanência em atividade de profissionais especializados após essa idade. A proposta segue agora para análise do Senado. A aposentadoria compulsória aos 75 anos já está prevista na Constituição e é regulamentada pela Lei Complementar nº 152/2015 para servidores públicos. O projeto aprovado pela Câmara detalha a aplicação da regra aos empregados públicos contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



