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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Mercados globais operam com cautela à espera de balanços

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Os mercados globais operam sem direção única nesta quinta-feira (15), com os agentes à espera, nos Estados Unidos, da divulgação de balanços de grandes instituições financeiras, como Goldman Sachs, Morgan Stanley e BlackRock, além dos dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

O ambiente segue pressionado por incertezas geopolíticas após reuniões entre representantes do governo do presidente Donald Trump e autoridades da Dinamarca e da Groenlândia. Segundo fontes dinamarquesas, as negociações não avançaram, mantendo um “desacordo fundamental” sobre a proposta estadunidense de controle do território.

No mercado de commodities, os preços do petróleo registram forte queda após declarações de Trump indicando que o Irã teria se comprometido a interromper execuções relacionadas a protestos recentes.

Na agenda econômica, os investidores acompanham o número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA, com expectativa de alta para 215 mil solicitações, ante 208 mil na semana anterior. O dado reforça a leitura de desaceleração gradual do mercado de trabalho, após o payroll de dezembro vir abaixo do esperado, ainda que a taxa de desemprego tenha recuado para 4,4%, sustentando a perspectiva de manutenção dos juros pelo Federal Reserve.

Na Europa, o foco recai sobre os dados de balança comercial e produção industrial da zona do euro. Já no Brasil, o destaque é a divulgação das vendas no varejo de novembro, com projeção de alta de 0,3%.

Brasil

Ibovespa ignorou o tom negativo dos mercados internacionais e encerrou a sessão de quarta-feira (14) em duplo recorde histórico. O principal índice da B3 avançou 1,96%, aos 165.145,98 pontos, superando a máxima de fechamento registrada em dezembro, além de renovar o recorde intradia aos 165.146,49 pontos.

O desempenho positivo ocorreu apesar da cautela no exterior, marcada pela escalada das tensões no Oriente Médio. No mercado de câmbio, o dólar à vista subiu 0,46%, cotado a R$ 5,4008.

No cenário doméstico, investidores acompanharam os desdobramentos da operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga fraudes no Banco Master, com bloqueio de bens que somam mais de R$ 5,7 bilhões. O noticiário político também influenciou os negócios, após pesquisa Genial/Quaest indicar liderança do presidente Lula (PT) em todos os cenários eleitorais.

Europa

As bolsas europeias reagem com cautela e de olho nas últimas notícias geopolíticas sobre a Groenlândia e o Irã. Uma reunião entre autoridades da Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos na véspera terminou em desacordo sobre a soberania da ilha. Além disso, os agentes estão de olho na agenda de indicadores, com destaque para o PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido de novembro, que apresentou crescimento de 0,3% no mês, acima do previsto por analistas.

STOXX 600: +0,28%
DAX (Alemanha): -0,11%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,08%
CAC 40 (França): +0,06%
FTSE MIB (Itália): +0,27%

Estados Unidos

Os índices futuros dos EUA operam majoritamente em alta, enquanto os investidores monitoram as notícias no âmbito geopolítico e repercutem uma tarifa de 25% sobre determinados semicondutores imposta por Donald Trump. A medida, no entanto, prevê exceções para chips importados com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento da cadeia de suprimentos tecnológicos dos Estados Unidos.

Dow Jones Futuro: -0,08%
S&P 500 Futuro: +0,11%
Nasdaq Futuro: +0,32%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em mistos, com destaque para o índice Kospi, principal índice da bolsa sul-coreana, que subiu 1,58%, atingindo um recorde histórico de 4.797,55 pontos, enquanto os investidores avaliavam a decisão de política monetária do Banco da Coreia. Ainda na Coreia, o banco central do país manteve sua taxa básica de juros em 2,50%, em linha com as expectativas de analistas.

Shanghai SE (China), -0,33%
Nikkei (Japão): -0,42%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,28%
Nifty 50 (Índia): fechado por feriado
ASX 200 (Austrália): +0,47%

Petróleo

Os preços do petróleo operam com forte queda, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizou que pode adiar um ataque ao Irã por enquanto.

Petróleo WTI, -3,08%, a US$ 60,11 o barril
Petróleo Brent, -3,13%, a US$ 64,44 o barril

Agenda

Nos Estados Unidos, saem os dados de preços de importados, exportação de grãos e indicador de auxílio-desemprego.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg



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