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segunda-feira, 13 abril, 2026
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Mercados globais em queda com petróleo acima de US$ 100 após escalada EUA-Irã

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Os mercados globais iniciam a semana sob pressão, com os índices futuros de Nova York em queda e o petróleo acima de US$ 100 o barril, após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã.

O presidente Donald Trump anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira (13), às 11h (horário de Brasília), após o fracasso das negociações de paz no fim de semana. A medida inclui o bloqueio de portos iranianos pelas forças armadas estadunidenses.

As tratativas foram encerradas sem acordo após o vice-presidente JD Vance deixar Islamabad, citando a resistência iraniana em interromper seu programa nuclear. O impasse reacende temores de um conflito prolongado e sustenta a forte alta do petróleo.

O movimento pressiona os ativos de risco globalmente, refletindo a sensibilidade dos mercados a choques na oferta de energia e à instabilidade no Oriente Médio.

Na agenda do dia, investidores monitoram dados do setor imobiliário e o resultado fiscal de março nos EUA, além de declarações de dirigentes do Federal Reserve, o banco central estadunidense, como Stephen Miran.

A temporada de balanços do primeiro trimestre também ganha destaque, com o Goldman Sachs abrindo as divulgações, seguido por Citigroup, Wells Fargo, JPMorgan Chase, Morgan Stanley e Bank of America ao longo da semana.

Brasil

Ibovespa encerrou a sexta-feira (10) em forte alta e alcançou um novo recorde histórico, fechando aos 197.323,87 pontos, com avanço de 1,12% no dia. O resultado representa um ganho de mais de 2 mil pontos e consolida o melhor nível de fechamento já registrado pela Bolsa brasileira.

Com o desempenho, o índice acumulou alta de 4,93% na semana, marcando o terceiro avanço semanal consecutivo e o melhor resultado desde janeiro. Além disso, a Bolsa completou nove sessões seguidas de valorização, sequência que não era vista desde o fim do ano passado.

O dia também foi positivo para o câmbio. O dólar comercial recuou cerca de 1%, sendo negociado próximo de R$ 5,01, registrando a terceira queda consecutiva. Em alguns momentos do pregão, a moeda americana chegou muito perto de romper a barreira dos R$ 5, refletindo a entrada de capital estrangeiro e o maior apetite por risco.

Europa

As bolsas europeias operam no campo negativo, com destaque para a queda das ações do setor de viagens, após o fracasso das negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Por lá, também repercute a derrota acachapante do ultradireitista Viktor Orbán nas eleições na Hungria. A derrota acende um sinal de alerta para a extrema direita global.

STOXX 600: -0,69%
DAX (Alemanha): -0,91%
FTSE 100 (Reino Unido): -0,39%
CAC 40 (França): -0,98%
FTSE MIB (Itália): -0,73%

Estados Unidos

Os índices futuros operam no negativo, enquanto investidores repercutem o fracasso das negociações de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Eles também avaliam a nova ameaça do presidente Donald Trump sobre a China, com imposição de tarifas de cerca de 50% caso Pequim forneça sistemas de defesa aérea, armas e outros tipos de assistência militar ao Irã.

Dow Jones Futuro: -0,44%
S&P 500 Futuro: -0,55%
Nasdaq Futuro: -0,66%

Ásia

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente no negativo, refletindo o fracasso das negociações de cessar-fogo no Oriente Médio e os impactos sobre os preços do petróleo.

Shanghai SE (China), +0,06%
Nikkei (Japão): -0,74%
Hang Seng Index (Hong Kong): -0,90%
Nifty 50 (Índia): -0,87%
ASX 200 (Austrália): -0,39%

Petróleo

Os preços do petróleo subiram acima de US$ 100 o barril, enquanto a Marinha dos EUA anunciou bloqueio aos portos iranianos após o fracasso da reunião em Islamabad (Paquistão) no fim de semana, que buscava um acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã.

Petróleo WTI, +7,59%, a US$ 103,90 o barril
Petróleo Brent, +7,30%, a US$ 102,15 o barril

Agenda

Nos EUA, serão divulgados hoje dados de vendas de moradias usadas de março e o resultado fiscal mensal, também do mês passado.

Por aqui, no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou na sexta-feira que o governo federal vai incluir estudantes com pendências do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) no programa de negociação de endividamentos que está sendo preparado pelo governo federal. A declaração do presidente foi feita durante uma agenda em Sorocaba (SP). “Agora estamos com um problema porque está aumentando o endividamento dos meninos do Fies e nós vamos ter que colocar eles na nossa negociação de endividamento porque a gente não pode tirar o sonho de um universitário porque ele está devendo”, disse Lula.

*Com informações do InfoMoney e Bloomberg





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