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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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‘Master virou uma caixa de Pandora’, diz Luís Costa Pinto

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O jornalista Luís Costa Pinto, colunista do ICL Notícias e um dos maiores experts no escândalo envolvendo o Banco Master, disse, durante participação do ICL Em Detalhes, nesta quarta-feira (14), que a operação marca a entrada das investigações no núcleo operacional das fraudes financeiras. Para ele, o empresário Nelson Tanure surge como personagem central do esquema. “O Tanure é o nome-chave desta fase. Ele integra o trio que conduzia esse sistema de fraudes bancárias sustentado pelo Banco Master”, afirmou o jornalista, citando também João Carlos Mansur e Maurício Quadrado como integrantes da engrenagem principal.

Hoje, a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com o cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão e medidas de bloqueio e sequestro de bens que somam quase R$ 6 bilhões. O principal alvo é Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além de familiares e aliados próximos.

As ações se concentraram em São Paulo, inclusive na região da Faria Lima, coração do mercado financeiro brasileiro, e se estenderam à Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Entre os investigados está Fabiano Zetel, cunhado de Vorcaro, que chegou a ser detido no aeroporto quando embarcava para Dubai, mas foi liberado.

Tanure e o “núcleo condutor” das fraudes

O celular de Tanuri, apreendido pela PF no aeroporto do Galeão, é considerado peça estratégica da investigação. De acordo com Costa Pinto, o empresário se comunicava de forma direta e objetiva, acreditando estar protegido por sistemas avançados de criptografia.

A tentativa de saída do país por parte de investigados chamou a atenção dos investigadores. Vorcaro, Zetel e Mansur apareceram ligados a viagens internacionais próximas às operações policiais.

Para Costa Pinto, não se trata de coincidência. “Há suspeitas consistentes de vazamento de informações desde operações anteriores. Isso acendeu alertas sobre possíveis tentativas de fuga”, disse.

Rombo no BRB e pressão sobre o GDF

O jornalista destacou ainda o impacto do escândalo sobre o Banco de Brasília (BRB), banco estatal do Distrito Federal. A investigação apura uma operação de compra do Banco Master baseada na emissão de R$ 12,2 bilhões em títulos sem lastro real, dos quais R$ 2 bilhões já aparecem como rombo no caixa do BRB.

“O controlador final do BRB é o governo do Distrito Federal. Esse prejuízo terá de ser coberto pelo GDF”, explicou Costa Pinto, apontando o governador Ibaneis Rocha como figura sob forte pressão política e institucional.

Segundo ele, o banco estaria na “antessala da liquidação”, com discussões sobre possível federalização ou incapacidade financeira para manter suas operações.

Capilaridade política e impacto sistêmico

Na avaliação de Costa Pinto, o caso Master se diferencia de outros escândalos bancários pelo alcance político e institucional. “A capilaridade do Banco Master, com lobby, advocacia administrativa e indícios de corrupção nos três Poderes, é inédita”, afirmou.

O rombo total estimado pode chegar a R$ 25 bilhões, atingindo fundos de previdência de estados e municípios, além do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que deverá iniciar o pagamento a investidores pessoa física.

Para o jornalista, as consequências ainda estão longe de serem totalmente dimensionadas. “O caso Master pode ser o maior escândalo de fraude financeira bancária da história do Brasil”, afirmou, citando inclusive declarações recentes do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “O que está vindo à tona agora é apenas o começo”, concluiu.

O ICL Em Detalhes vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 10h30, no canal @iclnoticias no YouTube.

Assista ao programa na íntegra no vídeo abaixo:



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