30.3 C
Manaus
domingo, 15 fevereiro, 2026
InícioPolíticaMarcha das Mulheres Negras de São Paulo repudia bloqueio de verbas por...

Marcha das Mulheres Negras de São Paulo repudia bloqueio de verbas por parte da prefeitura

Date:

[ad_1]

A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo divulgou uma nota de repúdio contra a decisão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) de bloquear a liberação de verbas parlamentares destinadas ao evento. O corte ocorreu sobre os investimentos que seriam destinados à 10ª edição do evento, realizado em julho.

Em texto publicado nas redes sociais, o movimento classificou a medida como um “ataque direto à construção coletiva que, há anos, garante voz, visibilidade e espaço político para mulheres negras”.

Segundo a nota, “não se trata apenas de um corte orçamentário, mas de uma tentativa de silenciar quem denuncia o racismo, o machismo, a LGBTQfobia e todas as formas de opressão.” 

A organização criticou ainda o que considera uso eleitoreiro do dinheiro público. “Não deveria haver critério político para liberar emendas de cunho cultural e antirracista”, afirmou o movimento.

A percepção é de que o corte, que atinge especialmente emendas propostas por vereadoras da Bancada Feminista e da oposição, revela um padrão de perseguição política da gestão Ricardo Nunes (MDB) a iniciativas culturais e antirracistas na capital paulista.  

Todo ano, parlamentares de esquerda destinam emendas para custear a infraestrutura da marcha, como palco, tendas e equipamento de som na Praça da República. Esse mecanismo é vital porque a Prefeitura não oferece editais ou outras formas de financiamento direto para eventos do movimento social.  

Neste ano, no entanto, as emendas apresentadas pela Bancada Feminista e pela vereadora Luana Alves (Psol) – todas da oposição – não foram liberadas a tempo do evento. A justificativa oficial não foi divulgada, mas o movimento enxerga motivação política.  

“A Marcha das Mulheres Negras de SP não é um evento isolado: é fruto da luta de gerações, das nossas ancestrais e da mobilização popular que resiste frente às estruturas de exclusão. Cortar recursos é retirar direitos, é negar o papel fundamental da participação social e popular na construção de uma sociedade justa”, ressalta a nota.

Ainda no texto, a organização pontua que, apesar do bloqueio, o movimento continuará ocupando atuando. “Vamos às ruas com o que temos, porque nossa luta não cabe no orçamento de nenhum governo. Mas deixamos claro: isso não é gestão, é censura”.  

Caso semelhante ocorreu com a Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei), realizada entre os dias 6 e 10 de agosto em São Paulo. A Prefeitura de São Paulo cancelou o contrato que autorizava a organização do evento a usar a Praça das Artes, controlada pela Fundação Theatro Municipal. Emendas parlamentares que iriam apoiar a realização da feira também foram cortadas.

O Brasil de Fato enviou pedido de posicionamento à prefeitura, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

[ad_2]

Fonte: Brasil de Fato

spot_img
spot_img