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quarta-feira, 1 julho, 2026
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Manifestantes cobram aprovação no Senado da PEC do fim da escala 6×1

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Por Luís Indriunas – Brasil de Fato

“Não é mole, não. A 6×1 só é boa para o patrão”. A frase deu o tom da manifestação ocorrida nesta terça-feira (30) na Avenida Paulista, em São Paulo, para pressionar o Senado a votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1.

A manifestação, que faz parte da programação do Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada de Trabalho, mobilizou milhares de pessoas e foi organizada por movimentos populares e centrais sindicais em diversas cidades pelo país e acontece enquanto a PEC, aprovada na Câmara há mais de um mês, enfrenta resistência do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), em aliança com organizações de empresários que pedem que a votação ocorra somente após as eleições.

Alcolumbre foi vaiado várias vezes durante a caminhada em São Paulo, mas outros senadores também foram lembrados e vaiados, como o senador Romário (PL-RJ), que mantém o salário do mandato de senador, enquanto comenta jogos da Copa do Mundo nos Estados Unidos.

“Romário está lá nos Estados Unidos, participando da Copa e se divertindo, enquanto o trabalhador não consegue fazer a mesma coisa. O recado vai para o Romário, que ajudou a gente na Copa de 94, mas agora está merecendo uma vaia bem forte. Ele devia estar trabalhando em Brasília”, disse Ana Paula Perles, do Movimento Brasil Popular, um dos organizadores do ato.

Manifestação em SP contra a escala 6x1. Foto: Elineudo Meira/@fotografia.75
Manifestação em SP contra a escala 6×1. Foto: Elineudo Meira/@fotografia.75

Natália Boulos, do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), também criticou Alcolumbre e lembrou da importância da nova jornada de 40 horas semanais e dois dias de descanso para as mulheres.

“A [PEC que acaba com a escala] 6×1 está parada no Senado por causa do Alcolumbre. Parasita safado. É isso que é o Alcolumbre e toda essa corja daquele Congresso que é inimigo do povo, que não trabalha. A [PEC que acaba com a escala] 6×1 está parada porque eles não sabem o peso de carregar esse país nas costas. O que nós, mulheres, sabemos todo dia. Nós, mulheres, não trabalhamos na escala 6×1. Nós trabalhamos 7×0, cuidando da casa, das famílias, muitas vezes dos idosos, dos nossos pais, cuidando dos nossos filhos”, declarou Natália.

O coordenador estadual do movimento VAT (Vida Além do Trabalho), Nando Martins, cobrou os senadores paulistas. “A Mara Gabrilli (PSD) não se posicionou. Giordano (Podemos) não se posicionou. E o astronauta, Marcos Pontes (PL), assinou pela escala 7×0. É um absurdo”, afirmou.

Outros políticos foram lembrados e vaiados pelos manifestantes, como o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro também foram lembrados por estarem acompanhando a Copa do Mundo nos Estados Unidos e serem contra a PEC.

Diversos representantes de trabalhadores e outros movimentos populares estão em Brasília para participar de uma reunião marcada por Alcolumbre para esta quarta-feira (1º) com o objetivo discutir o tema. Foram convidados a nova líder do governo Lula no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), os autores da PEC na Câmara e representantes das centrais sindicais.

Durante as quase três horas que durou o ato, iniciado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), os manifestantes fecharam uma das pistas da Avenida Paulista, depois seguiram pela Rua Augusta, com faixas, cartazes e palavras de ordem, acabando o protesto na Praça Franklin Roosevelt.





ICL Notícias

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