A Polícia Civil identificou como sendo de Carolyn e Hamilton os dois corpos encontrados na última sexta-feira (19), no bairro Colônia, na zona leste de São Paulo. Carolyn era mãe do menino que sofreu uma tentativa de sequestro em 16 de junho, em Guaianases. Já Hamilton, ex-companheiro dela, é apontado pela polícia como suspeito de envolvimento no crime.
Segundo a investigação, Hamilton e Carolyn teriam mantido um relacionamento, no qual o homem construiu um forte vínculo afetivo com o garoto. Após o término da relação, ele teria tomado conhecimento de supostos episódios de maus-tratos e, diante dessa suspeita, decidiu organizar o sequestro da criança para retirar a guarda da mãe.
Para executar o plano, contou com a ajuda de Lucas, preso no último dia 19, na região central de São Paulo, após ser reconhecido por policiais durante um patrulhamento. Ao ser flagrado, ele confessou participação no crime.

Em depoimento, Lucas relatou que, após a tentativa de sequestro, ele e Hamilton foram retirados do táxi por moradores da região e agredidos. Segundo ele, a repercussão do vídeo da tentativa de sequestro nas redes sociais o fez temer ser morto por populares.
“Eu estava escondido porque a população tentou me matar. Foi uma caminhada que ninguém teve ciência de qual eram as ideias. Eu fiquei um dia, quase dois dias dentro de um córrego, tá ligado. Consegui sair ontem à noite. Eu vim para cá para isso mesmo. Só não ia me entregar na delegacia nunca”, afirmou aos policiais.
Os corpos de Carolyn e Hamilton foram encontrados posteriormente com sinais de espancamento e asfixia mecânica. A Polícia Civil apura se as mortes têm relação com um possível “tribunal do crime”, prática adotada por facções criminosas, como o PCC, em que suspeitos são submetidos a julgamentos clandestinos e podem ser executados sem qualquer direito de defesa. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não divulgou a causa das mortes.
O caso está sob responsabilidade da 1ª Delegacia de Proteção à Pessoa, do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), que apura se a tentativa de sequestro da criança e as mortes do ex-casal têm relação, além de investigar a possível participação de outros envolvidos nos crimes.
Com informações de Folhapress*



