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quarta-feira, 17 junho, 2026
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Macron defende barreira à carne brasileira

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O presidente Emmanuel Macron defendeu as medidas adotadas pela União Europeia contra a carne brasileira. Numa coletiva de imprensa ao final do G7, o francês apontou que Bruxelas apenas cumpriu seu mandato de proteger o consumidor europeu.

“É uma decisão pontual do Comissário Europeu e que faz bem seu trabalho”, disse Macron. “Isto é, ele controla se as regras sanitárias que protegem o consumidor são respeitadas e, quando ela não são, ele adota controles. Foi o que eu sempre defendi”, afirmou.

Macron destacou que a Europa é uma “região com grande potencial agrícola”. “Como vocês querem que eu diga aos meus produtores que eles não tem autorização para usar um ou outro antibiótico, e vamos importar carne do outro lado do mundo que utiliza?”, questionou.

“Lula é um grande social e ambiental, e nós também. E agimos assim. Portanto, o comissário europeu tem razão e controla”, completou.

Nesta semana, os governos do Brasil e da UE decidiram estabelecer um mecanismo para lidar com o embargo contra a carne nacional estabelecida pelos europeus. Na terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa. O encontro ocorreu às margens da cúpula do G7, em Evian na França.

Em nota, o governo brasileiro explicou que o encontro serviu para tratar de temas da agenda bilateral, “em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela parte europeia”.

O embargo sanitário contra a carne brasileira criou um mal-estar. Ela foi estabelecida depois que o bloco europeu aceitou fechar um acordo comercial com o Mercosul. A barreira, portanto, foi uma ducha de água fria sobre os exportadores brasileiros.

Na reunião, os líderes “definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos”.

Segundo uma nota do governo brasileiros, os líderes “comprometeram-se a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia”.





ICL Notícias

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