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terça-feira, 10 fevereiro, 2026
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Lula usará acordo com UE como ‘contraofensiva’ aos ataques de Trump

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O anúncio do acordo comercial entre UE e o Mercosul, será usado pelo Brasil como uma “contraofensiva” diante do desmonte da ordem internacional promovida por Donald Trump.

Depois de 25 anos, o pacto será assinado entre os dois blocos, num momento no qual Trump prolifera os ataques contra tratados internacionais. Para o Brasil, portanto, o acordo comercial é uma resposta às políticas adotadas pela Casa Branca.

O tema da defesa do multilateralismo estará no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele receber, nesta sexta-feira no Rio de Janeiro, as autoridades europeias.

O tratado, na visão do governo, representa previsibilidade, abertura de mercados, regras em linha com OMC e a defesa de temas como direitos humanos e clima.

Nos encontros com a presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, não se descarta um debate com Lula sobre a situação tanto da Groenlândia como da Venezuela, ambos na mira de Trump.

Lula, ainda assim, não viajará para Assunção, onde oficialmente o acordo entre o Mercosul e a UE será assinado no sábado. No bloco sul-americano, a relação entre o presidente brasileira e o argentino, Javier Milei, está estremecida e não há perspectiva de melhora. Numa recente entrevista, o chefe da Casa Rosada anunciou que irá apoiar Flávio Bolsonaro para a eleição de 2026 no Brasil.

Internamente, o Brasil admite ainda que a entrada em vigor do tratado comercial com a UE exigirá ainda diversas etapas, todas elas sob o ataque da agricultura europeia. Mas, pelo menos por enquanto, a ordem é a de sustentar a linha de que o governo Lula e aliados europeus estão dispostos a agir para resguardar o multilateralismo e o direito internacional.

Negociações com Trump

Para 2026, Lula ainda espera retomar as negociações sobre as tarifas impostas pelos EUA contra o Brasil. Ainda que muitas das taxas foram retiradas nos últimos dois meses, cerca de 22% do fluxo comercial segue sob algum tipo de barreira.

O Itamaraty busca formas de reativar o processo negociador. Mas a agenda intensa do Salão Oval com intervenções militares e crises políticas vem atrasando a retomada do diálogo.

Outra aposta do Brasil é o Brics como uma espécie de “fiador” da ordem internacional. Ainda que profundamente divergentes em muitos aspectos, o governo Lula acredita que existe um ponto de união entre os países emergentes: a defesa da previsibilidade nas relações internacionais.

A preocupação é ainda mais forte diante dos primeiros sinais de que, na presidência do G20 em 2026, Trump vai simplesmente fazer desaparecer vários dos temas que foram tratados no grupo nos últimos dois anos. Empoderamento das mulheres, clima e direitos humanos devem sumir da agenda do bloco e membros dos próprio governo brasileiro admitem que tudo indica que será uma “presidência complicada”.



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