(Folhapress) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parabenizou o Senado pela aprovação da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança nesta terça-feira (3). Lula voltou a falar na criação do Ministério da Segurança Pública, promessa que condicionava ao avanço da PEC.
Por uma rede social, Lula escreveu que o ministério terá foco em inteligência, planejamento e cooperação com estados e municípios “para enfrentar as facções e as milícias”.
“O povo brasileiro tem o direito de trabalhar, voltar para casa e viver com tranquilidade. Garantir esse direito é um compromisso do Governo do Brasil”, acrescentou.
Na publicação, o presidente não fornece outras informações, como prazo para criação da pasta ou nome que irá coordená-la.
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Na última semana, despontaram como cotados o promotor de Justiça de São Paulo Lincoln Gakiya, que se notabilizou por investigações contra o PCC (Primeiro Comando da Capital), e o ex-ministro da Educação Camilo Santana.

A aprovação da PEC e a criação do Ministério da Segurança fazem parte da estratégia do governo Lula de ampliar seu protagonismo na área e responder às críticas sobre sua atuação no enfrentamento ao crime organizado.
O tema está entre as principais preocupações dos brasileiros e ganhou espaço central na disputa presidencial de 2026, em um debate historicamente dominado pelo discurso da direita.
Ao longo deste ano, o governo buscou consolidar uma marca própria na segurança pública. Entre as iniciativas adotadas esteve o lançamento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, voltado a fortalecer as ações de combate às organizações criminosas.
A estratégia também se refletiu no discurso de Lula, que adotou um tom mais duro em relação à criminalidade durante a campanha eleitoral. No segundo turno, o petista passou a usar o slogan “Para o povo trabalhador, proteção; para o bandido, prisão”, em uma tentativa de reforçar sua posição na área.
O objetivo da PEC da Segurança é aumentar a integração e a coordenação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade, dando à União um papel mais estruturado na formulação da política nacional de segurança.
Na prática, a proposta busca constitucionalizar o Susp (Sistema Único de Segurança Pública), que hoje está previsto em lei, definir melhor as competências dos diferentes entes federativos e órgãos policiais e criar mecanismos permanentes de integração.



