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sexta-feira, 20 março, 2026
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Lula defende estoque regulador de combustíveis

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A escalada da guerra no Oriente Médio reacendeu o debate sobre segurança energética no Brasil — e levou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a defender mudanças estruturais na política de combustíveis do país.

Durante evento na Refinaria Gabriel Passos, em Betim (MG), onde a Petrobras anunciou investimentos bilionários, Lula afirmou que pretende criar um estoque regulador de combustíveis para enfrentar momentos de crise internacional, como o atual, provocado pelo conflito envolvendo o Irã.

Segundo o presidente, a ausência desse tipo de reserva estratégica foi uma surpresa. Em conversa com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, ele relatou ter descoberto que a estatal não mantém estoques para amortecer choques de oferta. “Nós precisamos, ao longo do tempo, construir um estoque regulador para a gente não ser vítima do que está acontecendo hoje.”

A proposta surge em meio à forte volatilidade dos preços do petróleo, pressionados por tensões no Golfo Pérsico e riscos ao fluxo de energia global. Para Lula, a criação dessa reserva seria uma forma de proteger a economia brasileira de impactos externos e dar mais previsibilidade aos preços internos.

Lula fala sobre recompra de refinaria na Bahia como medida para fortalecer o país

Outro ponto destacado pelo presidente foi a intenção de retomar o controle da Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, privatizada em 2021 durante o governo de Jair Bolsonaro.

Lula afirmou que a recompra pode levar tempo, mas faz parte da estratégia de fortalecer a atuação estatal no setor de refino: “Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos comprar a refinaria da Bahia, pode demorar um pouco, mas nós vamos comprar.”

O presidente também demonstrou preocupação com os efeitos da alta dos combustíveis sobre o custo de vida, especialmente para as camadas mais vulneráveis. Ele criticou o fato de conflitos internacionais elevarem preços no Brasil, afetando transporte e produtos básicos.

Na avaliação do governo, o aumento do diesel — combustível essencial para logística — pode pressionar ainda mais a inflação, atingindo diretamente alimentos e serviços.





ICL Notícias

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