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domingo, 15 fevereiro, 2026
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Lula anunciará Jorge Messias para o STF nesta quinta-feira

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Por Cleber Lourenço

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar nesta quinta-feira a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, para ocupar a cadeira aberta no Supremo Tribunal Federal. A escolha foi fechada entre assessores mais próximos de Lula e confirmada por interlocutores do Palácio do Planalto, que avaliam Messias como um nome técnico, confiável e alinhado às prioridades jurídicas do governo.

A decisão ocorre em meio a um incômodo perceptível do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que defendia a indicação de Rodrigo Pacheco ao tribunal. O movimento do Planalto contrariou a articulação conduzida por Alcolumbre, que opera com forte influência sobre sabatinas e votações de autoridades na Casa. Ainda assim, assessores do governo afirmam que o desgaste é contido e pode ser revertido.

Segundo membros da articulação política do Palácio do Planalto, Alcolumbre não é considerado alguém que “queima pontes”. Descrito como um político pragmático, ele tende a recalibrar alianças quando contrariado, buscando novas oportunidades em pautas, indicações e espaços estratégicos do governo. A avaliação majoritária entre auxiliares de Lula é de que a relação pode ser reconstruída rapidamente, desde que haja gestos concretos.

O incômodo ficou mais evidente na véspera, quando Alcolumbre reagiu à falta de consenso sobre o nome de Pacheco ameaçando derrubar a pauta do projeto que atualiza o valor de imóveis no Imposto de Renda. O movimento foi lido internamente como um recado ao Planalto, que esperava uma reação, mas não uma confrontação aberta.

Messias
O presidente Lula indicou Jorge Messias para a vaga aberta no STF (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Messias dialoga com setores religiosos

No governo, a percepção é de que Messias não enfrentará resistências significativas no Senado. Além do perfil técnico e do trânsito consolidado entre operadores do direito, a indicação não cria antagonismos diretos com bancadas ou lideranças. A previsão é de uma votação menos folgada do que outras recentes, mas longe de representar risco para a aprovação.

Auxiliares de Lula avaliam que a escolha também dialoga com setores religiosos do Congresso e reforça a estratégia do governo de manter nomes de confiança em posições-chave do sistema de Justiça. A articulação acredita que, mesmo com a tensão inicial, a aprovação de Messias pode servir como ponto de reaproximação com Alcolumbre.

Nos bastidores, a expectativa é que o presidente do Senado ajuste o preço da parceria, mas não rompa com o governo. O Planalto já calcula quais pautas, nomeações e gestos podem servir como caminhos de recomposição. A leitura predominante é de que o atrito não inviabiliza a relação, apenas altera o ritmo e o custo político na base do Senado.



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