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segunda-feira, 9 março, 2026
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Líder supremo do Irã foi ferido em ataques de EUA e Israel, diz TV estatal

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A televisão estatal do Irã confirmou que o novo líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, ficou ferido durante os ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel no atual conflito no Oriente Médio. Segundo a emissora, o religioso foi classificado como “Jaanbaz do Ramadã”, termo utilizado no país para designar veteranos de guerra que sofreram ferimentos em combate.

A informação foi divulgada inicialmente pela emissora Iran International e repercutida por veículos internacionais. Nos primeiros dias da ofensiva militar, havia incertezas sobre o destino de Mojtaba, com especulações de que ele poderia ter sido morto durante os bombardeios que atingiram alvos estratégicos no Irã e que também resultaram na morte de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, além de outros integrantes da família.

Ao confirmar que o novo líder sobreviveu aos ataques, a televisão estatal também destacou aspectos de sua formação e trajetória. Segundo a mídia iraniana, Mojtaba Khamenei fala inglês fluentemente e possui formação de pós-graduação em psicologia e psicanálise. O líder religioso também teria amplo conhecimento em tecnologia moderna, ciência militar e temas de segurança, além de experiência em questões políticas e administrativas do governo iraniano.

Manifestações de apoio

Em meio ao cenário de guerra, o governo iraniano convocou a população para participar de manifestações de apoio ao novo líder supremo nesta segunda-feira (9). O Conselho de Coordenação da Propagação Islâmica pediu que os cidadãos se reúnam simultaneamente em diversas cidades do país às 15h, no horário local, para prestar o chamado bay’at, juramento tradicional de fidelidade.

Na capital Teerã, a principal concentração está prevista para ocorrer na Praça Enqelab, localizada no centro da cidade, segundo informou a agência estatal IRNA. A convocação acontece mesmo diante dos riscos associados aos bombardeios que continuam sendo realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos.

A nomeação de Mojtaba Khamenei foi oficializada pela Assembleia de Especialistas do Irã, órgão responsável por escolher o líder supremo do país. A instituição também apelou para que a população mantenha a unidade nacional e demonstre apoio ao novo comandante religioso e político.

Ali Khamenei, que ocupava o cargo desde 1989, morreu no fim de fevereiro após um bombardeio conduzido conjuntamente por forças americanas e israelenses. Aos 56 anos, Mojtaba Khamenei assume o posto considerado o mais poderoso da estrutura política iraniana. Ele é visto como um representante da ala mais conservadora do regime e mantém fortes vínculos com setores influentes da Guarda Revolucionária.

A imprensa iraniana também informou que o novo líder sofreu perdas familiares recentes nos ataques, incluindo a morte da mãe, da esposa e de um filho pequeno durante as ofensivas militares.

Nos últimos dias, as tensões aumentaram ainda mais após um ataque do Exército israelense atingir um prédio ligado à Assembleia de Especialistas. O bombardeio ocorreu enquanto aiatolás estavam reunidos para discutir a sucessão do comando supremo do país.

Trump diz que decisão sobre fim da guerra será conjunta com Netanyahu

Em meio à escalada do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a decisão sobre quando encerrar a guerra contra o Irã será tomada em conjunto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

A declaração foi dada em entrevista publicada nesta segunda-feira (9) pelo Times of Israel. Questionado sobre o tema, Trump respondeu que a definição ocorrerá de maneira compartilhada entre os dois governos.

“Acho que é mútuo… um pouco. Temos conversado. Tomarei uma decisão no momento certo, mas tudo será levado em consideração”, disse o presidente norte-americano.

Trump também afirmou que, na visão dele, o Irã teria destruído Israel se ele e Netanyahu não estivessem no poder. “O Irã ia destruir Israel e tudo o mais ao seu redor. Trabalhamos juntos. Destruímos um país que queria destruir Israel”, declarou.

O presidente dos Estados Unidos ainda foi questionado sobre a possibilidade de Israel continuar a guerra mesmo que Washington decida interromper suas operações militares. Segundo Trump, ele acredita que esse cenário não seria necessário.





ICL Notícias

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