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Por Cleber Lourenço
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta quinta-feira (28) o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema financeiro e em setores estratégicos da economia. O requerimento prevê que a comissão seja composta por 11 titulares e 11 suplentes, com prazo inicial de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.
A iniciativa foi apresentada no mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou uma megaoperação que aponta a movimentação de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024 em esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo bancos digitais, fundos de investimento e operações em bolsa de valores. Segundo o pedido, a atuação criminosa também se estende a cadeias de combustíveis, transportes, agroindústrias e ao setor sucroalcooleiro.
O texto protocolado destaca que mais de 2 mil postos de combustíveis foram identificados em esquemas ligados ao crime organizado, levantando suspeitas de adulteração, sonegação e concorrência desleal. O documento também sugere investigar como a ausência de regulação adequada no mercado de fintechs abriu brechas para a lavagem de recursos ilícitos.
Mapeando atuação do PCC
O requerimento prevê a convocação de representantes do Banco Central, COAF, CVM, B3, Receita Federal, além de executivos de fintechs e fundos de investimento. Também estão entre os alvos distribuidoras de combustíveis e empresas ligadas a setores considerados vulneráveis à infiltração criminosa.
A CPI tem como objetivo mapear a atuação do PCC na economia formal, identificar falhas na regulação e propor medidas legislativas para fortalecer os mecanismos de prevenção e combate à lavagem de dinheiro. O pedido ressalta que a investigação não deve ser “carona” da Polícia Federal, mas focar no papel político-legislativo de apontar responsabilidades e aprimorar o arcabouço regulatório.



