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segunda-feira, 9 fevereiro, 2026
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Justiça americana acusa Maduro de ceder portos e bases para cocaína colombiana chegar aos EUA

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Nicolas Maduro terá de responder por operações de tráfico de drogas aos EUA e de suas relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, as Farc. No indiciamento da Justiça americana contra o venezuelano, ao qual a coluna teve acesso, as acusações apontam para a existência de uma aliança entre Maduro, autoridades venezuelanas e grupos colombianos para permitir supostamente a entrega de drogas aos EUA, inclusive com a criação de uma “ponte aérea”.

A referência à produção de cocaína na Colômbia ainda abre um cenário preocupante para eventuais ações americanas contra o governo de Bogotá.

Os documentos do indiciamento, obtidos pelo ICL, apontam que “a partir de 1999, aproximadamente, enquanto as FARC fingiam negociar a paz com o governo colombiano, o cartel concordou com líderes do Cartel de Los Soles em transferir parte de suas operações para a Venezuela”.

“As FARC e o Cértel de Los Soles enviavam cocaína processada da Venezuela para os Estados Unidos por meio de pontos de transbordo no Caribe e na América Central, como Honduras”, acusam os americanos.

“Por volta de 2004, o Departamento de Estado dos Estados Unidos estimou que 250 toneladas ou mais de cocaína transitavam pela Venezuela anualmente. Os carregamentos marítimos eram enviados para o norte a partir da costa venezuelana em lanchas rápidas, barcos de pesca e navios porta-contêineres”, alegou.” Os carregamentos aéreos eram frequentemente despachados de pistas de pouso clandestinas, geralmente de terra ou grama, concentradas no estado de Apure”, explicou.

Segundo a denúncia, para “garantir a passagem segura dos grandes carregamentos de cocaína que transitavam pela Venezuela, membros e associados das FARC e do Cartel de Los Soles pagaram subornos, que beneficiaram, em última instância, Nicolas Maduro, Diosdado Cabello” e outros.

Em troca, esses venezuelanos davam “acesso a portos comerciais e dados de radares aéreos e marítimos na Venezuela”. “De acordo com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, aproximadamente 75 voos não autorizados” teriam sido organizados a partir dessa estrutura.

Maduro, segundo os americanos, teria “coordenado com as FARC para promover a conspiração narcoterrorista a fim de: transportar e distribuir esses grandes carregamentos de cocaína; Beneficiar-se e induzir outros a participar do fornecimento de segurança fortemente armada para proteger os carregamentos de cocaína”.

A acusação ainda aponta que Maduro recebeu “ US$ 5 milhões em lucros do narcotráfico, por meio de um terceiro, em conexão com um esquema de lavagem de dinheiro que fazia parte da conspiração de narcoterrorismo”.

“Maduro e outros concordaram em lavar muitos milhões de dólares das FARC, incluindo os US$ 5 milhões, comprando equipamentos de extração de óleo de palma da Malásia com lucros do narcotráfico, que seriam usados ​​para apoiar a operação de plantações de palma africanas em Apure, que pareceriam legítimas”, completou.



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