O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi convocado pela Justiça Eleitoral a prestar depoimento à polícia civil sobre sobre o uso de celulares na cabine de votação durante o primeiro turno das eleições de 2026. Além dele, os mesários da seção também precisarão prestar esclarecimentos à justiça sobre o episódio.
A situação aconteceu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG), cidade natal de Zema. Imagens registraram o político com dois aparelhos celulares no espaço reservado ao voto. Na ocasião, ele disputava a Presidência da República e recebeu 0,27% dos votos.
A decisão foi tomada pela 17ª Zona Eleitoral de Araxá. Os mesários deverão informar se fiscalizaram a entrada dos eleitores na cabine, se orientaram ou advertiram Zema sobre a proibição e se houve algum registro de imagens com os aparelhos.
A legislação eleitoral proíbe que eleitores levem celulares, câmeras ou outros dispositivos capazes de registrar imagens, áudios e vídeos para dentro da cabine. Os equipamentos devem ser desligados e entregues aos mesários antes do voto, como forma de garantir o sigilo do voto, garantido pela Constituição Federal. Os dispositivos devem ficar com os mesários enquanto o eleitor registra o voto na urna eletrônica.
Após votar, Zema afirmou que não recebeu orientação para deixar os aparelhos com os responsáveis pela seção. Ele também negou ter fotografado ou realizado qualquer registro durante a votação.
“Ando com o celular o dia inteiro, quase como se fosse um dedo. Mas não afetou em nada meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali, fui só votar mesmo. Eu tinha a colinha no papel. Se tivessem me alertado, eu teria entregado na hora”, disse o político.



