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O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) desembolsou ao menos R$ 450 mil em diárias para servidores encarregados de “prestar apoio em segurança e transporte a autoridade do Supremo Tribunal Federal” na cidade de Ribeirão Claro, no Paraná, entre 2022 e 2025. O município abriga o Tayayá Resort, empreendimento que já pertenceu a irmãos e a um primo do ministro Dias Toffoli, integrante do STF.
As informações constam no painel da transparência do TRT-2 e indicam pagamentos a 25 servidores do Judiciário que atuaram no apoio ao longo do período.
Não há detalhamento sobre qual ministro foi atendido pelas solicitações. No entanto, levantamento feito mês a mês pela CNN Brasil aponta que o suporte ocorreu em 16 ocasiões, somando quase 600 diárias pagas. Julho de 2025 concentrou o maior número de registros, com 28 dias de estadia.
O Tayayá Resort está envolvido em uma negociação que inclui o cunhado do dono do Banco Master e irmãos de Dias Toffoli. O ministro é relator do inquérito que investiga fraudes relacionadas à instituição financeira. Um fundo de investimento administrado por empresa citada no caso Master aportou R$ 4,3 milhões para a compra de ações do resort.
Dados da Receita Federal mostram que o empreendimento já teve como sócia a Maridt Participações S.A., pertencente a Igor Luiz Pires Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro.
Segundo registros da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de outubro de 2025, o investimento no Tayayá Resort foi realizado pela Arleen Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. O fundo é administrado pela Reag, empresa citada na operação Carbono Oculto por suspeita de ligação com um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC. A Reag também teria investido R$ 16,3 milhões na DGEP Empreendimentos, que já teve entre seus sócios Mario Umberto Degani, primo de Toffoli.
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