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sábado, 7 março, 2026
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Jogador de polo aquático expõe ser vítima de racismo e abuso

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Aidan Romain, de 18 anos, foi vítima de abuso sexual e racismo dentro de uma das escolas privadas mais prestigiadas dos Estados Unidos e colocou o time de polo aquático da Harvard-Westlake School (Califórnia, EUA) no centro de um escândalo. O aluno, que é negro, entrou recentemente com uma ação civil no Tribunal Superior de Los Angeles contra a instituição, os dirigentes e um colega de equipe.

No processo, ele afirma ter sido “agredido sexualmente, assediado e humilhado principalmente por três colegas de equipe de polo aquático da Harvard-Westlake – frequentemente na presença de agentes e funcionários da Harvard-Westlake”.

O documento também sustenta que, entre agosto de 2022 e janeiro de 2024, “Lucca van der Woude o abordou por trás para emboscá-lo e penetrá-lo digitalmente”, tanto na piscina da escola quanto em outros espaços do campus.

A denúncia afirma que o ambiente dentro da equipe era marcado por intimidação e racismo. O processo relata que outro aluno, identificado como “Vítima Dois”, também teria sido agredido por Van der Woude dentro da piscina da escola.

Segundo a acusação, o mesmo grupo de estudantes teria submetido Aidan, descrito como um jogador negro da equipe, a um episódio de humilhação na sala de musculação, quando ele foi “chicoteado” em uma simulação de punição ligada à escravidão enquanto ouviu o grito: “Volte ao trabalho!”.

O caso ocorre em um momento delicado para a comunidade escolar, que já havia enfrentado uma série de suicídios de estudantes em 2023, episódios que abalaram a reputação da instituição.

A defesa de Van der Woude nega as acusações. Em resposta enviada à imprensa, o advogado Michael Artan afirmou: “Lucca nega todas as alegações contra ele, conforme entendemos que foram feitas pela equipe de Romain… Não houve testemunhas dessas alegações e não houve queixas por mais de 18 meses”. Ele acrescentou ainda: “Não pretendemos litigar essa questão na mídia. As negativas e outras respostas do Sr. Van Der Woude serão claras e inequívocas em sua defesa contra a presente queixa”.

Já a escola declarou que “contesta categoricamente muitas dessas alegações que distorcem os fatos e as ações da instituição” e afirmou que tratou as denúncias “com urgência e seriedade”, abrindo investigação interna e cooperando com autoridades.

Para a família do estudante, no entanto, o caso expõe uma falha grave da instituição em proteger seus alunos. O pai de Aidan, Alex Romain, em entrevista a revista americana Vanity Fir, se emocionou ao lembrar do momento em que descobriu o que o filho enfrentava.

“Fiquei em choque ao saber que Aidan pôde contar para alguém na escola e ninguém fez nada”, afirmou. “Ninguém disse nada. Ninguém nos contou.”





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