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Israel ampliou sua ofensiva terrestre na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (1º), ao avançar com tanques para dentro da Cidade de Gaza e detonar veículos blindados carregados de explosivos em bairros residenciais. Ao mesmo tempo, ataques aéreos deixaram pelo menos 19 mortos, segundo autoridades palestinas e testemunhas.
A escalada ocorre em meio a nova pressão internacional: a Associação Internacional de Acadêmicos de Genocídio aprovou uma resolução afirmando que os critérios legais já foram atendidos para caracterizar que Israel está cometendo genocídio no território palestino. O governo israelense ainda não respondeu à declaração, mas tem negado repetidamente tais acusações no passado.
Enquanto isso, moradores relataram cenas de pânico em Sheikh Radwan, bairro superlotado na parte leste da cidade, onde veículos foram explodidos remotamente, provocando a destruição de casas e o deslocamento forçado de mais famílias. Em panfletos lançados do ar, Israel ordenou que a população se deslocasse para o sul, antecipando a expansão da ofensiva também para o oeste.
Tanques avançaram para o interior da Cidade de Gaza, causando terror e pânico na população (Foto: Amir Cohen)
Relatos sobre ações de Israel
“As pessoas estão confusas, ficam e morrem ou partem em direção a lugar nenhum”, disse Mohammad Abu Abdallah, morador de Sheikh Radwan, à Reuters.
“Foi uma noite de horror, as explosões não paravam e os drones não paravam de sobrevoar a área. Muitas pessoas abandonaram suas casas temendo por suas vidas, enquanto outras não têm ideia para onde ir”, disse um homem de 55 anos por meio de um aplicativo de mensagem.
O Exército de Israel afirmou em nota que suas tropas continuam a combater o Hamas em todo o enclave, destruindo estruturas militares e postos avançados usados para ataques. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, ao menos 98 palestinos foram mortos nas últimas 24 horas por ações militares, além de nove vítimas fatais por fome e desnutrição, incluindo três crianças. O número de mortos por essas condições já chega a 348, entre eles 127 menores de idade.
Israel, porém, contesta os dados sobre mortes por fome, alegando que muitos dos óbitos têm outras causas médicas.



